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Lista de falecimentos - 18/06/2015

Thadeu Brenny: médico do Exército, do Colégio Militar e de quem precisasse

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Duas atividades marcaram muita a vida do curitibano Thadeu Brenny: a medicina e a religião. Apesar de diferentes, as duas ocupações estiveram intimamente ligadas. A igreja veio primeiro. Desde seu nascimento foi levado para participar de missas e atividades ligadas à religião. Dos pais, José Brenny e Maria Rosa, recebeu uma educação muito firme e sempre ditada pelos princípios cristãos. Por essa formação, nunca abandonou as funções que foi recebendo dentro das paróquias.

Na medicina também seguiu esses princípios. Seus pais sempre se dedicaram às causas sociais e ajudavam como podiam as comunidades carentes de Curitiba. Por ser o filho homem mais velho, Thadeu acompanhou inúmeras vezes seus pais nessas atividades. A profissão foi escolhida pelo desejo de continuar ajudando.

Formou-se em 1956 pela Universidade Federal do Paraná. Gostava de contar que nunca desistiu dos estudos, apesar de todas as dificuldades da época. Por vezes tinha de caminhar por um longo trecho entre sua casa, no Abranches, e a UFPR, no Centro da cidade, para não perder as aulas.

A carreira de médico sempre esteve ligada ao Exército. Começou a atuar como doutor e militar já no ano seguinte à formatura. No primeiro ano de quartel foi encaminhado para Guaíra, no Oeste do Paraná. Thadeu era o responsável pela saúde dos que atuavam na proteção da fronteira. Trabalhou lá até 1960 e nesse tempo ficou conhecido por seus cuidados também com a população. Nas horas vagas, prestava socorro aos brasileiros e também aos argentinos e paraguaios que precisassem.

Depois da fronteira, foi transferido para Santa Catarina, onde ampliou ainda mais seu contato com a população carente. Em Joinville, passou a dividir o tempo entre os militares e o consultório particular. Pela manhã atendia os funcionários do Exército e no resto do dia dedicava-se aos moradores da cidade. Não negava atendimento a ninguém, mesmo se a pessoa não tivesse como pagar.

Seu sucesso como médico era tanto que a rua de sua casa, onde também ficava o consultório, transformou-se em um endereço comercial. Vendedores ambulantes foram para lá e aproveitavam o movimento da região. Viveu em Santa Catarina por 12 anos, nos quais se dedicou quase integralmente ao trabalho. Antes de voltar a Curitiba, passou também pelo Rio Grande do Sul.

Voltou ao Paraná para ser o médico do Colégio Militar, em 1976. Thadeu sempre teve a esposa Noely ao seu lado. Ela fazia papel de enfermeira. Os dois se conheceram quando estavam na universidade e casaram-se já no ano de 1957. Da união nasceram os quatro filhos: Thadeu Filho, Nilza, Marcos e Átila.

A chegada dos netos e das bisnetas fez a sua “linha dura” amolecer. Sempre muito sério, gostava de passar os valores aprendidos com os pais para seus quatro filhos. “Ele não falava o que era certo ou errado, ele agia. Era como se a gente soubesse o que tinha de fazer só ao observá-lo”, conta o filho Marcos. Mas com os sete netos o tratamento era um pouco diferente, menos “durão”. Gostava de estar junto das crianças. Levava os netos ao Estádio Couto Pereira para assistir aos jogos do Coritiba. O time era uma das suas grandes paixões, o que contagiou a família. Uma das tradições da casa do médico era o coral. Alinhava as crianças na sala e regia a canção “Noite feliz” todos os anos.

Thadeu nunca deixou de lado a participação na igreja, mas aumentou a dedicação quando se aposentou. Em 1987, quando passou para a reserva no Exército, começou a trabalhar pelo crescimento da Paróquia Santo Agostinho, no Ahú. Foi nomeado ministro da Eucaristia junto com a esposa. Participou também da administração e organização de eventos na Cúria Metropolitana de Curitiba com dom Pedro Fedalto, arcebispo emérito da cidade e grande amigo de Thadeu.

No começo dos anos 2000, descobriu que sofria de Parkinson. Por sete anos a doença não se manifestou, mas em 2007 passou a sofrer com os primeiros sintomas. Os avanços da doença fizeram com que Thadeu ficasse com os movimentos cada vez mais debilitados, até não conseguir mais se mover. Teve falência múltipla dos órgãos. Deixa a esposa, os filhos Thadeu, Nilza, Marcos e Átila, noras, genro, sete netos e duas bisnetas.

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