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lista de falecimentos - 20/10/15

Wilson Turra Lui: o pescador Turra

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Turra, o pescador. Era assim que muitos companheiros de Aeronáutica chamavam Wilson Turra Lui. A fama não era à toa. O pontagrossense era bom pescador desde criança. Passava horas e horas na água e se podia dizer que sabia de tudo sobre pesca. O paraíso para ele facilmente poderia ser definido como o rancho que mantinha em Alexandra, no Litoral do Paraná. No rancho tinha tudo do que precisava para se aventurar: barco, varas de pesca, linha, redes e tudo mais que se possa precisar dentro da água.

No mar, Wilson não era um “lobo solitário”. Era um pescador de companhias. Pescava com a esposa, Diva, com os filhos, os netos,os amigos e até com os cachorros. Estava sempre acompanhado quando ia para a água.

Para se distrair, além da pesca, Turra tinha o baralho. Jogava truco e buraco, sempre em dupla com a esposa. Gostava muito de jogar, mas gostava ainda mais de ganhar. Não era um homem que aceitava bem as derrotas. Mesmo que fosse em uma simples rodada de truco.

Tenente aposentado da Aeronáutica tinha um jeitão linha dura. Ao falar com os filhos, Kelly, Kelson — já falecido — e Richard era do tipo autoritário. Mesmo com as broncas todas, era um pai muito querido, presente e sempre dedicado às crianças. Com a esposa, Diva — com quem era casado há 56 anos —, Wilson fazia de tudo para agradar, mas sempre mantendo um ar mais rígido.

Há pouco mais de 20 anos Wilson aproveitava sua aposentadoria. Antes disso, serviu a Aeronáutica, desde os 18 anos de idade. Servir à Pátria, para ele, sempre foi um sonho. Deixou Ponta Grossa e veio a Curitiba, onde começou os serviços como soldado. Foi também sargento, aluno sargento, oficial e se aposentou como tenente. Em 1992, pôde dizer que estava com a missão cumprida e o sonho, realizado.

O tempo de quartel lhe rendeu uma das maiores manias: falar sobre a Aeronáutica. Contava as histórias com orgulho, dizia que aviões só pousavam se ele autorizasse e principalmente gostava de dizer que sabia o código morse. Depois do contato com os equipamentos de controle de voo, passou a se interessar por novas tecnologias. Tinha celular, tablet e notebook, todos de última geração. “Ele tinha orgulho de ter acompanhado a evolução do mundo”, conta a filha Kelly.

Também era apegado às tradições. Acordava cedo, preparava e tomava o chimarrão, logo em seguida pegava caneta e as palavras cruzadas. Mantinha o hábito havia muitos anos. Começou com os jogos de jornais e revistas e então passou a comprar os livrinhos de cruzada. Gostava de desafios e completava até os níveis mais complicados do passatempo.

Depois de aposentado, tornou-se um homem mais caseiro. Amava ficar no sofá vendo a “TV grandona”. Os canais e programas eram os mais variados. Os filmes de ação eram o que se destacavam um pouco mais, pois combinavam com seu jeitão mais sério.

Mesmo amando ficar em casa, Wilson também gostou das viagens que fez. As mais marcantes foram as duas em que conseguiu reunir quase todos os familiares. A primeira, um cruzeiro por parte da costa brasileira. A segunda, uma ida a Buenos Aires.

Turra sofria de alguns problemas de saúde, como diabetes e doenças cardíacas. Teve parada nos rins, no pulmão e no coração. Deixa esposa, dois filhos, sete netos, dois irmãos, noras e cunhadas.

Dia 7 de outubro, aos 78 anos, de insuficiência dos órgãos, em Curitiba.

Colaborou: Getulio Xavier.

Lista de Falecimentos - 20/10/2015

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