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Lista de falecimentos - 28/10/2015

Wilza de Oliveira Rainato Genta: a simpatia da miss

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

Todo o prestígio que uma miss pode ter durante a vida, Wilza de Oliveira Rainato Genta teve. A jovem foi a representante do Brasil no Miss Mundo 1968, quando tinha apenas 17 anos. Vinda de São João da Boa Vista, em São Paulo, para morar em Jandaia do Sul, no Paraná, começou a carreira nas passarelas em meados de 1960. Foi primeiro eleita a Rainha do Café de Jandaia do Sul. Após o primeiro concurso, recebeu o convite para participar do Miss Paraná, e levou a coroa. Foi então ao Miss Brasil 1967: ficou em segundo lugar e com a missão de representar o país no Miss Mundo – o primeiro lugar iria ao Miss Universo.

Além dos títulos, os concursos de miss renderam muitas experiências para Wilza. Viajou por inúmeros países e participou de reuniões e compromissos oficiais representando o Brasil. Orgulhava-se de levar o nome do país por onde quer que fosse. Naquele período, as misses tinham tratamento de rainhas por onde passavam.

Das experiências, tomar chá com a Rainha Elizabeth II na Inglaterra foi uma das mais marcantes. Foram duas vezes em que teve a oportunidade de dividir o chá das cinco com a realeza. A primeira, junto com outras 24 jovens e candidatas a Miss Mundo 1968. A segunda oportunidade foi logo no dia seguinte e ainda mais especial. Pela simpatia que lhe era habitual, recebeu um convite para um chá com a rainha especialmente preparado para a brasileira.

Também conheceu os Estados Unidos e desfilou para grandes nomes da moda internacional, como Dior, responsável por grande parte das roupas que Wilza usava no dia a dia. Encontrou nomes importantes das artes e teve sua beleza reconhecida até em Hollywood. Em uma das idas a Las Vegas, recebeu a ajuda do cantor italiano Luciano Pavarotti para carregar as bagagens. O astro foi apenas um dos famosos que ficaram encantados com a beleza de Wilza.

Wilza a neta Laura Genta e o marido Nereu Genta. | Arquivo da família

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Wilza a neta Laura Genta e o marido Nereu Genta.

Wilza e a neta Giorgia Genta. | Arquivo da família

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Wilza e a neta Giorgia Genta.

A filha Juliana Genta e as netas Giogia e Laura em frente ao pôster de Wilza nos tempos de miss. | Arquivo da família

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A filha Juliana Genta e as netas Giogia e Laura em frente ao pôster de Wilza nos tempos de miss.

A carreira de miss poderia ter ido ainda mais longe, mas Wilza tinha um sonho maior: construir uma grande família. O desejo começou a tomar forma em 1970, quando se casou com o médico Nereu Genta. Juntos tiveram os filhos Alexandre e Juliana. Era uma mãe, acima de tudo, muito presente. Com o filho, dividia a paixão pelos cavalos, acompanhando o garoto durante muitas montarias. A filha Juliana amava carnaval e Wilza era a fada madrinha da menina, sempre empenhada em produzir a melhor fantasia para a filha.

A chegada dos netos, Giorgia, Laura e Alexandre, também marcou uma das características mais evidentes de Wilza: as boas conversas. Ela passava longas horas com as crianças contando as muitas coisas que aprendeu durante a vida. A história de vida da paulista era um exemplo a ser seguido e ela mostrava isso durante os muitos conselhos que dava. Ficar em casa, com o marido, os filhos e os netos era o programa favorito.

Depois que se afastou das passarelas, decidiu estudar Ciências Sociais, o que despertou ainda mais seu lado humanitário. Tinha prazer em ajudar. Não lutava por uma única causa, caso sentisse que poderia contribuir , lá estava Wilza. Lutou por creches, escolas, melhorias na cidade, combate à fome, além de agir em muitas outras frentes. “Apesar de ela ajudar muito, nunca gostou de falar sobre isso. Evitava sempre contar o que tinha feito, era o jeito de ela ajudar sem se promover”, destaca o filho Alexandre Genta. Mais tarde, estudou também teatro, atividade que tinha como um grande hobby.

Tinha paixão pelas coisas simples da vida. Era apegada aos pequenos momentos. Gostava da lida na terra, da convivência com os animais, do cuidado com as flores, da alegria das músicas e da boa leitura. Tinha muita disposição para tudo. Era também muito eclética, gostava de ler e ouvir um pouco de cada coisa. “Estava sempre alegre e sempre aberta para o que a vida poderia oferecer. Aproveitava tudo da melhor maneira e nos ensinou a ser assim também”, conta o filho.

Wilza conviveu por muitos anos com problemas cardíacos. Passou por um procedimento de emergência em Londrina, mas não resistiu a uma parada cardíaca. Deixa o esposo Nereu, os filhos Alexandre e Juliana, o genro Flávio, a nora Chayane e os netos Giorgia, Laura e Alexandre.

Lista de falecimentos - 28/10/2015

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