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Ideia de aluna vira projeto de sustentabilidade em colégios de Curitiba

A estudante Helena Giotto, de 12 anos, sugeriu a criação de um programa de reciclagem de material didático usado. A ideia deu certo e se tornou um projeto nas escolas do Grupo Positivo

  • Gustavo Ribeiro, especial para a Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
Helena Giotto sugeriu um programa de reciclagem de materiais didáticos usados e rabiscados. | Diego Wladyka /Divulgação
Helena Giotto sugeriu um programa de reciclagem de materiais didáticos usados e rabiscados. Diego Wladyka /Divulgação
 
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Era para ser um dia como qualquer outro na escola. Mas ao chegar lá e ver uma grande caixa de papelão com os dizeres “Descarte corretamente seus livros e apostilas”, a estudante do 7.º ano do Ensino Fundamental do Colégio Positivo Internacional, Helena Giotto, de 12 anos, teve a certeza de que todo o empenho e tempo que gastou para moldar a ideia que teve valeu a pena.

“Eu fiquei bem feliz em ver que uma ideia minha foi executada na minha escola. E também fiquei um pouco surpresa porque eu já tinha perdido a expectativa que seria executado”, comemora Helena.

Leia também: Campanha do HC pede doação de material escolar para crianças em tratamento

Quando ainda tinha 9 anos, ela leu uma pergunta escrita em um mural do colégio: “Como nossa escola pode reduzir o impacto ambiental?”. Sem pensar muito, veio a ideia de incentivar a reciclagem dos materiais didáticos usados e rabiscados, e outros papéis, como provas, que não seriam mais usados. “Nem pensei muito na verdade, a ideia surgiu depois que li aquele cartaz. Eu vi os livros que tinha e não usava mais e tive essa ideia”, conta.

Da inspiração, ela montou, com a ajuda dos pais, uma apresentação com direito a Powerpoint e a mostrou para os professores. Três anos depois, a ideia dela virou um grande projeto de logística reversa implantado pelo Grupo Positivo em três unidades em Curitiba de forma experimental. Deu tão certo que em 2019 deve ser expandido a todas as escolas do grupo educacional.

O projeto ganhou proporções que nem mesmo Helena imaginaria. Todo o material coletado vira matéria-prima para ser vendida para a fabricação de outros produtos. A receita captada é dividida entre os colégios participantes, proporcionalmente à quantidade arrecadada. Os alunos de cada unidade, então, decidem a destinação da verba entre projetos voltados a questões sociais e ambientais.

Engajamento

Os pais de Helena não poderiam estar mais orgulhosos da conquista da filha, especialmente ao verem a felicidade dela ao falar sobre o projeto que se tornou realidade. “Ela sempre foi muito de ter ideias, participar das coisas e pensar no coletivo. É uma geração que vem pensando sempre no todo, não só no lado individual”, diz a mãe da pequena, Vanessa Giotto.

O que eles fazem é incentivar o máximo possível esse lado humano e social da filha, inclusive em relação ao meio ambiente, com atitudes sustentáveis no dia a dia. O assunto é tão difundido em casa que Helena fala com total propriedade sobre ele. “É um problema que estamos enfrentando bastante no Brasil e no mundo. Não consigo ver o problema e não tomar uma atitude. A gente só vai conseguir resolver esse problema indo lá e fazendo”, dá o recado a menina de 12 anos que está cheia de ideias e prestes a começar o 8.º ano do Ensino Fundamental.

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