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Pavilhão do Parque Barigui, maior posto de vacinação de Curitiba, vazio nesta terça de repescagem da vacinação da Covid-19.
Pavilhão do Parque Barigui, maior posto de vacinação de Curitiba, vazio nesta terça de repescagem da vacinação da Covid-19.| Foto: Gerson Klaina / Tribuna do Paraná

Assim que aplicar as últimas 15 mil doses do estoque nesta terça-feira (22), Curitiba ficará sem vacina de Covid-19, só retomando aplicação da primeira dose se houver reposição. Com vacinas insuficientes, a prefeitura não conseguiu estender a aplicação da primeira dose a novos grupos, tendo de usar as últimas doses nesta terça apenas na repescagem de quem não tomou a vacina na data prevista de seu grupo prioritário ou faixa de idade. Com isso, o cenário é de calmaria nos 11 postos de vacinação, como no maior deles, o pavilhão do Parque Barigui [foto acima], vazio na manhã desta terça, ao contrário da grande busca com filas dos outros dias.

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A prefeitura confirma que terá de suspender a primeira aplicação caso o governo do Paraná não envie mais vacinas. Porém, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), não há previsão de quando o Ministério da Saúde vá enviar mais vacinas para aplicação da primeira dose. A Sesa tem planejada para os próximos dias a distribuição aos municípios apenas de vacinas para segunda dose do lote de 451.750 vacinas da Astrazeneca que chegou ao estado segunda-feira (21). Essa remessa será para conclusão da imunização de idosos de 60 a 64 anos e servidores das forças de segurança.

Sobre o quantitativo de Asrtrazeneca que vai receber, a prefeitura de Curitiba vai seguir a orientação e encaminhá-lo para aplicação da segunda dose. "As doses que o município tem hoje no estoque para a segunda dose não são suficientes para todo o público de 60 a 64 anos", confirma a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), referindo-se ao público planejado pelo estado nessa remessa.

Uma possibilidade de Curitiba estender a vacinação para mais grupos nessa semana é com a chegada ao Brasil nesta terça-feira do primeiro lote com 1,5 milhão de vacinas da Jansen. O imunizante do laboratório americano Johnson & Johnson é de dose única e no Paraná será aplicada em trabalhadores do transporte coletivo e de carga. Porém, nem estado e nem prefeitura têm previsão de quando vão receber as doses da Jansen.

Prefeitura x governo

A prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná trocaram farpas semana passada sobre a quantidade de vacinas que tem sido enviada à capital. O prefeito Rafael Greca cobrou do governo readequação na quantidade do envio e doses à capital. Segundo a prefeitura, 191 municípios receberam proporcionalmente mais vacinas do que Curitiba. A cobrança foi no mesmo dia em que o governador Carlos Massa Ratinho Jr anunciou o calendário de finalização de aplicação da primeira dose da vacina de Covid-19 para setembro.

No dia seguinte, a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, disse em entrevista à Gazeta do Povo que o calendário do governo estadual tinha "mais apelo político do que técnico". Comentário o qual o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, considerou "desleal e desfavorável". Também semana passada, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) cobrou do governo estadual esclarecimentos sobre o envio de vacinas a Curitiba.

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