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A Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), com sede em Cafelândia (PR), escolheu a comemoração dos 63 anos de fundação para anunciar investimentos de R$ 1 bilhão até 2028. O dinheiro vai ampliar a capacidade produtiva, modernizar a estrutura e fortalecer as atividades agroindustriais.
O principal projeto é um novo incubatório em Rancho Alegre, com aporte de R$ 165 milhões e capacidade projetada para produzir 80 milhões de ovos por ano. A obra integra o plano de expansão da avicultura, que inclui também novos matrizeiros (unidades de aves reprodutoras, as matrizes, que produzem os ovos férteis). A lista de investimentos tem ainda uma Unidade de Produção de Leitões, na Central Santa Cruz, e novas unidades de recebimento de grãos, para acompanhar o crescimento da produção dos cooperados.
A cooperativa, fundada à luz de lampiões por iniciativa do padre Luís Luise e de 32 agricultores pioneiros, hoje fatura perto de R$ 12 bilhões, reúne 11 mil cooperados e 17 mil colaboradores e vende para 85 países.
Cooperativa ganhou prêmio de Melhor do Agronegócio Brasileiro
Em 2026, a Copacol recebeu 2,5 milhões de toneladas de soja e milho, por meio de 47 unidades de recebimento de grãos, insumos e sementes. As duas unidades industriais de aves processam cerca de 800 mil animais por dia, e as de peixes chegam a 210 mil por dia, com produção anual de 100 milhões de alevinos. A cooperativa entrega ainda 13 milhões de litros de leite à Frimesa e cerca de 660 mil leitões por ano.
O desempenho rendeu à Copacol, neste ano, o Prêmio Valor 1000, da revista Valor Econômico, como a Melhor do Agronegócio Brasileiro, por critérios de desempenho financeiro e avaliação ESG. Para o diretor-presidente, Valter Pitol, o resultado vem da integração entre as atividades e da participação dos cooperados em um modelo que conecta produção, tecnologia, industrialização e mercado.
União inicial foi para gerar energia para 32 cooperados
A cooperação iniciada em 1963 pelo padre Luís Luise e pelos 32 pioneiros tinha o objetivo simples de erguer uma usina hidrelétrica própria, para levar energia aos cooperados. A partir dali, a energia passou a incentivar a produção de grãos, e a cooperativa começou a comercializar as safras dos associados. Depois, veio a agroindustrialização e a busca de maior valor agregado. Nenhuma dessas soluções veio de fora, mas foram encontradas pelos próprios produtores, em apoio mútuo.
É nessa linha, de construir o próprio caminho, que o presidente da Copacol antevê os próximos anos. “Olhando para o futuro, vamos continuar crescendo. Crescendo em oportunidades, um pouco mais no frango, um pouco no suíno e também de peixe. Com otimismo e para trazer oportunidades para os nossos cooperados”, sublinha Valter Pitol.








