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Para entender

Pequenas propriedades rurais aumentam faturamento com apoio do cooperativismo

Família Claus é referência em acompanhar indicadores de produtividade de grãos, suínos e peixe em Palotina (Foto: Divulgação / Imprensa C.Vale )

Famílias rurais no Oeste do Paraná estão transformando pequenas áreas de terra em negócios de alta rentabilidade e complexidade. Por meio da diversificação produtiva e do sistema de integração com cooperativas como C.Vale e Lar, produtores de cidades como Santa Helena e Palotina combinam o cultivo de grãos com a criação de suínos, aves e peixes para garantir a sobrevivência econômica.

Como funciona o sistema de integração entre produtores e cooperativas?

O sistema de integração é uma parceria onde a cooperativa e o produtor rural dividem as tarefas. A cooperativa fornece os animais (como leitões ou pintinhos), a ração, os insumos e oferece assistência técnica especializada para garantir a qualidade. Além disso, ela garante o acesso ao mercado, cuidando da venda e industrialização. Já o produtor entra com a infraestrutura da propriedade, como galpões e tanques, a mão de obra e a gestão do dia a dia. Essa união permite que pequenos agricultores tenham tecnologia de ponta e escala comercial que dificilmente alcançariam trabalhando sozinhos.

Por que a diversificação de atividades é essencial para as pequenas propriedades?

Plantar apenas grãos, como soja e milho, muitas vezes não gera renda suficiente para manter uma família em áreas reduzidas. Ao adicionar a criação de animais, o produtor aproveita melhor cada metro quadrado da terra. Essa estratégia distribui os riscos financeiros: se o clima prejudicar a lavoura ou o preço internacional da soja cair, o lucro do peixe ou do suíno pode compensar a perda. Além disso, as atividades se complementam, como no caso de produtores que usam dejetos animais como fertilizantes naturais para as áreas de plantio, reduzindo custos e aumentando a produtividade.

Qual é o impacto econômico dessa estratégia na região Oeste do Paraná?

A estratégia de verticalização mudou o perfil econômico dos municípios. Santa Helena, por exemplo, atingiu um Valor Bruto da Produção Agropecuária de R$ 2,73 bilhões em 2025, sendo que quase 89% desse montante veio da pecuária. Palotina segue um caminho parecido, com 68% de sua economia rural vindo da criação de animais. A região se tornou um polo de proteína animal, concentrando quase 65% dos suínos e mais de 80% das tilápias do estado. Isso estimula a circulação de renda local, gera empregos diretos nas propriedades e movimenta outros setores da economia nas cidades.

Quais são os principais desafios de gestão para o pequeno produtor moderno?

Embora a diversificação aumente a segurança financeira, ela exige muito mais capital e organização do que a agricultura tradicional. Construir aviários modernos, tanques de peixes e crechários de suínos demanda investimentos altos e financiamentos de longo prazo. O produtor precisa dominar indicadores de produtividade e ter um planejamento rigoroso de custos e controle sanitário. Sem esse acompanhamento técnico e financeiro, o risco é acumular dívidas. Por isso, famílias que prosperam costumam investir na formação profissional das novas gerações para lidar com a complexidade do negócio.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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