Não existe segunda chance para quem comete algum erro no currículo. A primeira triagem nos processos seletivos das grandes empresas tira da briga por uma vaga cerca de 50% dos candidatos, segundo os consultores de recursos humanos. Ou seja, um currículo bem feito pode significar vantagem em relação aos demais. Por isso, muito cuidado na hora de desenvolvê-lo.

Um dos erros mais comum – e mais grave – é a falta de clareza do objetivo do candidato. "Mesmo quando apresenta o objetivo, nem sempre ele especifica a função que quer exercer. Há áreas muito amplas, como administração", diz o consultor Cristian Ney Gomes, da empresa de recrutamento Globalhunters.

Ter formação muito diferente do cargo pretendido também é considerado um erro pelos recrutadores. "A gente estranha quando há informações conflitantes no objetivo e na formação, ou no histórico de trabalho", diz a diretora de recursos humanos da GVT, Telma Souza.

Outro ponto que elimina candidatos é a falta de atualização de contatos, como telefones e e-mail. A dica, neste caso, é manter um controle dos locais para onde o currículo foi enviado ou cadastrado, para poder fazer a alteração em caso de mudanças. "Já cheguei a procurar candidato no Orkut porque os contatos estavam desatualizados", lembra o consultor da Globalhunters.

O tamanho do currículo e o tipo de informações que contém também são essenciais. Segundo o departamento de gente da ALL, o ideal é que tenha apenas uma folha. A maior dificuldade dos candidatos é achar a quantidade ideal de informações. Tanto o excesso como a falta de informações são considerados ruins.

Para a consultora da First Hand, Angela Busse, é importante lembrar que o currículo é o primeiro contato com as empresas. "Algumas características pessoais como dinamismo e facilidade de trabalhar em equipe, são detectadas nas entrevistas e o candidato não deve colocar no currículo."

Erros de português são inadimissíveis. "Dependendo da função, e posso dizer que isso ocorre na maioria delas, um erro de português é motivo de corte do currículo", diz a consultora da De Bernt Entschev, Márcia Body.

O ideal, segundo Angela Busse, da First Hand, é apresentar o currículo em papel sulfite branco, tamanho A4, com letras em padrão único – de preferência os mais comuns como Times New Roman ou Arial – e sem variação de tamanho. Capas não são recomendáveis, nem refererências, números de documentos ou assinatura. "A referência só deve ser dada quando solicitada, normalmente na entrevista."

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