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Com uma alta de 0,40% em março de 2026, os aluguéis residenciais brasileiros já acumulam um aumento de 4,78% nos últimos 12 meses. Desde o início do ano, os aluguéis já subiram 1,34%, ritmo mais lento do que em 2025, quando, no mesmo mês, a alta já acumulava 5,28%.
Os dados são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) e atualizado nesta quarta-feira (8).
A capital paulista ficou no topo do ranking mensal, com um acréscimo de 1,06% nos valores, e no acumulado do ano, com alta de 1,73%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o destaque é para Porto Alegre, que viu seus preços subirem 6,40%. Para efeitos de comparação, o mesmo índice em fevereiro marcava 0,82%.
A capital mineira passa por um fôlego após registrar uma alta de 12,71% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Agora, houve a redução dos preços em 0,50%.
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Quanto à desaceleração do encarecimento, o destaque foi para o Rio de Janeiro. A capital fluminense passou de 7,85% em fevereiro para 2,60% em março, ambos os dados relativos ao acumulado em 12 meses.
Ao comentar os resultados, o economista do FGV Ibre Matheus Dias lembrou da taxa básica de juros (selic) que, apesar da redução, segue, em sua visão, ainda elevada.
O instituto obtém os dados por meio de contratos fornecidos por agentes do mercado imobiliário. O índice final, porém, só considera o valor efetivamente pago, além de perseguir a variação em cada imóvel. A regionalização envolve quatro capitais: Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.








