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Previsões

Analistas dizem que desconfiança começa a ficar para trás

Ação rápida e coordenada dos bancos centrais, além da maior flexibilidade dos compulsórios no Brasil, teriam minimizado a falta de crédito e de confiança dos investidores. Mas recessão não está descartada

  • PorAgência Estado
  • 14/10/2008 21:44
O Brasil no combate à crise |
O Brasil no combate à crise| Foto:

O movimento de alta na maioria das bolsas de valores, ocorrido depois do anúncio de que vários países não medirão esforços para salvar suas instituições financeiras, dá sinais de que o pior momento da crise mundial já passou – pelo menos no que diz respeito à racionalidade dos mercados. Essa é a avaliação de economistas que participaram ontem do debate "O Brasil e a Crise", promovido em São Paulo.

Na avaliação do economista-chefe para América Latina do Santander, Alexandre Schwartsman, as ações dos governos norte-americano e europeus atacaram a questão mais grave, que era a restrição do crédito em função dos ativos de má qualidade dos bancos, e minimizaram os problemas de solvência e liquidez. "O risco de derretimento do sistema financeiro internacional foi evitado. Vamos conseguir estabilizar problema. Mas o que vem depois não é bonito", disse. O economista lembrou que as previsões de crescimento econômico mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2009, revisado de 3,9% em julho para 3% na semana passada, são muito otimistas. Para ele, as restrições de crédito devem continuar e o mundo, embora não mergulhe num processo de depressão, passará por uma recessão.

O diretor de economia da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Tomás Málaga, declarou que os "pacotões" iniciaram um processo de restabelecimento da confiança dos mercados, mas, em um segundo momento o desafio será fazer com que o capital dos bancos comece a gerar ativos. "Agora temos chances de a economia começar a se recuperar, mas a recuperação total deve levar um par de anos", ponderou.

O empresário Josué Gomes da Silva, da Coteminas, por sua vez, destacou que a crise, ao promover a desvalorização do real, conduziu o câmbio para níveis mais adequados. "Não que nós aplaudamos uma desvalorização tão abrupta, mas traz o câmbio para patamares mais adequados, e isso era necessário", sustentou. Segundo ele, o acúmulo de reservas de mais de US$ 200 bilhões e a geração de superávit em conta corrente se provaram ações necessárias para impedir um forte impacto na economia do país. "Temos de aplaudir as autoridades econômicas. Estamos tranqüilos e o Brasil poderá superar crise sem dificuldades", afirmou. Gomes da Silva disse ainda que os atuais níveis de compulsório permitem que o Banco Central tenha a possibilidade de baixar os juros.

Os debatedores concluíram que a crise deve resultar num processo de maior regulação dos mercados. Schwartsman cobrou o fim da arbitragem regulatória, que impõe regulação sobre bancos mas não sobre fundos e seguradoras, por exemplo. "Maior regulação é inescapável quando o problema chega à magnitude a que chegou", disse. Apesar disso, na avaliação dele, não há como haver uma regulação supranacional. "Em uma certa medida, moeda única é ilusão e regulação única também é ilusão", opinou.

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