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Negócios

Aos 50 anos, Livrarias Curitiba investe em expansão

  • PorCristina Rios
  • 23/02/2013 21:02
Pedri, filho do fundador da Livrarias Curitiba, diz que a empresa teve seu melhor ano em 2012, vendendo 5,2 milhões de exemplares | Henry Milléo/Gazeta do Povo
Pedri, filho do fundador da Livrarias Curitiba, diz que a empresa teve seu melhor ano em 2012, vendendo 5,2 milhões de exemplares| Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo

Estratégia

O foco é nas cidades de médio porte

A Livrarias Curitiba inaugura em setembro uma nova loja, em Sorocaba, interior de São Paulo. A outra unidade ainda não tem local definido, mas a ideia é buscar cidades de médio porte, segundo Marcos Pedri. "Um dos focos está em cidades beneficiadas pela renda do campo e que ao mesmo tempo tenham um polo universitário". No ano passado, a empresa abriu duas lojas – em São José, na região de Florianópolis, e em Maringá.

O grupo, que hoje emprega 900 pessoas, surgiu de uma loja na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba. O fundador, Valentim Pedri, de 83 anos, preside o grupo, que é comandado ainda por sete dos seus oito filhos. "Quando era criança, lembro de sair do colégio e ir para a livraria. Ficava lá, comendo pipoca e amendoim, até o meu pai levar os filhos, em uma Kombi, para almoçar em casa", lembra Marcos Pedri. Segundo ele, o grupo refuta a entrada de sócios porque a família não pretende abrir mão do negócio. "Poderia gerar um estresse, a família poderia perder autonomia no comando". Os livros, porém, já tiveram parcela maior no faturamento. Com a diversificação do portfólio de produtos – que hoje inclui itens de informática, papelaria, CDs e DVDs – a parcela dos títulos nas vendas caiu de 65% para 55%.

De tempos em tempos, fundos de investidores costumam bater à porta da Livrarias Curitiba propondo parcerias ou aquisição. Mas a resposta da família que controla a rede de lojas tem sido, pelo menos até agora, negativa. "Não nos interessa. Queremos continuar como estamos e com o que está dando certo", diz Marcos Pedri, filho do fundador e atual diretor comercial da rede, que tem 21 lojas no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Aparentemente ele tem motivos para isso. Prestes a completar 50 anos em novembro, o grupo teve em 2012 o melhor ano da sua história, com avanço de 20% nas vendas de livros. Mesmo com o desembarque por aqui de concorrentes de peso, como Saraiva, Fnac e Cultura nos últimos anos, a rede detém cerca de 50% do mercado no Paraná. O lucro, não revelado, aumentou 54%, de acordo com ele.

Em 2012, a rede vendeu 5,2 milhões de exemplares no atacado e no varejo, embalados pelo sucesso da trilogia erótica Cinquenta Tons de Cinza. Somente dos livros de E.L. James foram comercializadas mais de 80 mil unidades nas lojas da rede, enquanto a média nacional de vendas de um best seller gira em torno de 30 mil exemplares. O segundo lugar ficou com Nada a Perder, do bispo Edir Macedo, com mais de 25 mil livros vendidos.

Para 2013, o volume esperado é de 5,7 milhões de livros. Para manter o ritmo, o grupo está investindo R$ 30 milhões – R$ 10 milhões na abertura de duas novas lojas e mais entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões na construção de um centro de distribuição de 10 mil metros quadrados e uma nova sede administrativa, que devem ficar prontos em 2014. No início do mês um incêndio destruiu um barracão de mil metros quadrados da empresa no bairro Hauer que tinha 791 mil livros, a maioria publicações infantis importadas. "Tínhamos seguro, mas a ideia agora é centralizar tudo no novo centro de distribuição", diz.

O crescimento das vendas de livros no Brasil vem surpreendendo até mesmo as editoras. Enquanto nos Estados Unidos as grandes livrarias fecham as portas, no Brasil o cenário é de expansão, mesmo com o avanço dos leitores de livros digitais. "O setor está atrasado. O volume de livrarias ainda é pequeno se comparado a outros segmentos do varejo, como farmácias e lojas de eletroeletrônicos. E as pessoas, com o aumento da renda, do ritmo de lançamentos do mercado e das informações na internet, estão comprando mais", diz.

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