Apesar do início do sacrifício nas propriedades decretadas como foco de febre aftosa, na semana passada, o impasse criado em torno da doença no estado ainda não tem data prevista para terminar. Quase 15 dias se passaram desde a autorização dos pecuaristas e a determinação da Justiça para o abate imediato dos rebanhos. Mas pouco mais de 500 cabeças, de um total de aproximadamente 6.500, foram sacrificadas.
Os animais mortos são das fazendas Cesumar e Pedra Petra, em Maringá, Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso, e Santa Izabel, em Grandes Rios. Os procedimentos estão sendo acompanhados por uma técnica do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa). Por determinação da Justiça e em virtude de um acordo com os pecuaristas, alguns exemplares de cada rebanho abatido estão sendo submetidos à necropsia. A expectativa dos produtores é que o exame não revele a presença do vírus.
Para hoje estava previsto o abate nas propriedades São Paulo Alto Alegre, em Loanda. Mas no início da noite de ontem a assessoria da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab) descartou essa possibilidade e informou que antes devem ser sacrificados os animais da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira. A expectativa de André Carioba, dono da Cachoeira, é que o trabalho seja realizado ainda na terça-feira. Contudo, até ontem nenhum contato havia sido realizado pelos técnicos da Seab.
Por exigência do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), nessas três áreas estão sendo utilizadas mantas texturizadas para impermeabilização das valas. A medida é uma precaução contra o risco de contaminação do solo e de nascentes de água.
O anúncio da primeira suspeita de aftosa no Paraná completa hoje 144 dias. No dia 21 de dezembro foi comunicada a suspeita em São Sebastião da Amoreira, propriedade decretada como foco no dia 6 de dezembro. Em 20 de fevereiro, o Ministério da Agricultura divulgou outros seis focos, nas regiões Norte e Noroeste.







