• Carregando...

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira, acompanhando um movimento global de baixa da moeda norte-americana em meio à valorização de ativos ligados a risco, como commodities e ações.

O dólar terminou a 1,711 real, em baixa de 0,64 por cento.

No exterior, às 16h30, o dólar exibia queda de 0,5 por cento em relação a uma cesta com as principais moedas, e o índice Reuters-Jefferies de commodities avançava 2,7 por cento.

O gatilho para a jornada de desvalorização do dólar foi o encerramento da reunião de cúpula do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), que terminou no final de semana sem uma referência clara a respeito do enfraquecimento da moeda norte-americana. Participam do fórum países como Estados Unidos, China e Japão.

Investidores no exterior interpretaram o silêncio como um sinal para continuar vendendo dólares, na expectativa de que será mantida por enquanto a atual conjuntura de déficit comercial dos Estados Unidos e de crédito barato em todo o mundo.

A queda só perdeu força no meio da tarde, brevemente, quando o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que o banco central norte-americano está atento ao declínio do dólar, para evitar que prejudique a tarefa de controlar a inflação e estimular o emprego.

A baixa do dólar em todo o mundo empurrou a moeda norte-americana para perto da fronteira de 1,700 real, vista como um importante suporte pela maior parte do mercado. Em um mês, já houve ao menos três tentativas de terminar o dia abaixo dessa cotação.

"A pressão (de baixa) é muito grande. Os Estados Unidos estão muito longe de aumentar os juros... E a China não vai mudar a política cambial dela", disse José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

No entanto, agentes de mercado têm a expectativa de que o prolongamento desse movimento leve o governo brasileiro a adotar novas medidas para tentar frear a valorização do real.

Em outubro, começou a ser cobrado 2 por cento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a entrada de capital estrangeiro para ações e renda fixa.

O mercado também monitora a situação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Mario Torós. Cresceram as expectativas no mercado de que Torós possa deixar o cargo após entrevista ao jornal Valor Econômico publicada no final da semana passada, em que detalhou os bastidores da crise global no país.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]