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Petróleo

Após estudos, estatal vê necessidade de reunir áreas em um só bloco

Novas descobertas podem formar um só bloco |
Novas descobertas podem formar um só bloco (Foto: )

A Petrobras já admite como "praticamente certa" a necessidade de unitizar parte ou a totalidade das reservas do pré-sal no entorno da área de Tupi. A possibilidade aventada desde o anúncio de Tupi vem ganhando força, segundo o coordenador de Exploração e Produção da Companhia, Eduardo Molinari. "Estudos sísmicos mais recentes indicam uma boa continuidade das reservas entre as áreas ao redor de Tupi", disse. Ele não soube afirmar exatamente quais áreas poderiam passar pela unitização.

Previsto pela lei do petróleo, o processo de unitização se faz necessário quando uma reserva é contígua entre dois ou mais blocos vizinhos. Se isso ocorre, os concessionários dos diferentes blocos são chamados a formar uma parceria para a operação conjunta das áreas. Isso é necessário para que não haja uma exploração predatória de um campo em detrimento do outro. "As empresas que operam lá (na área do pré-sal próximo a Tupi) terão que sentar para conversar em breve", disse Molinari.

Segundo ele, a Petrobras contratou estudos sísmicos de última geração para identificar inicialmente a continuidade da concentração por todo o bloco BM-S-11, onde estão localizados os prospectos de Tupi, Tupi Sul e Iara. Mas, neste caso, não seria necessária a unitização porque eles pertencem aos mesmos sócios. Mas, no caso de estas reservas de estenderem, aí sim teria início o processo.

Segundo ele, a possibilidade de continuidade não impede o início do Teste de Longa Duração previsto para ser iniciado em Tupi no início de 2009, e também não atrapalha os planos da empresa de começar a produzir na área a partir de 2010. "Se for verificado no futuro um prejuízo para outras empresas que venham a ser parceiras, isso é indenizável", explicou.

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