O término da vigência de um contrato firmado entre o governo do estado do Paraná e a Caixa Econômica Federal fez com que mais de 90 mil aposentados e pensionistas estaduais perdessem a isenção no pagamento das tarifas de utilização dos serviços bancários. Considerando o valor da tarifa básica destes beneficiários, a cobrança pode engordar os cofres da Caixa em até R$ 1,57 milhão.
Desde 2006, quando o governo estadual migrou a folha de pagamento do funcionalismo público do banco Itaú para a CEF, havia a gratuidade da tarifa básica que, desde janeiro deste ano, vem sendo descontada mensalmente dos correntistas. Para os funcionários da ativa, que recebem pelo Banco do Brasil, não há o registro desse tipo de problema.
"Na época da mudança, a promessa do governo foi a de manter a gratuidade dos serviços com continuidade permanente", afirma o professor aposentado Jorge Pascoal, que reclama do desconto mensal de R$ 17,50 em sua conta. "Não é tanto pelo valor. É mais a questão de que prometeram uma coisa e fizeram outra. Como já faz um tempo, muita gente pode nem ter se dado conta", diz.
Contrariando a versão do aposentado, a Secretaria de Estado de Administração e Previdência (Seap) afirma que o convênio entre o governo e a Caixa previa a isenção tarifária por um ano (2007), e que o acordo foi prorrogado até o fim de 2008. "Terminou o período de isenção. A tarifa varia de caso para caso, de acordo com o pacote de serviços oferecidos na conta de cada beneficiário", informa a assessoria de imprensa da Seap. Segundo o órgão, o governo está tentando renovar o benefício com a Caixa. O banco limitou-se a informar que passou a recolher as tarifas dos correntistas após o término do convênio que mantinha com o governo estadual. (ACN)



