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Política monetária

Ata do Copom diz que risco de inflação é alto

Documento do BC sinaliza que as altas da taxa Selic devem continuar nas próximas reuniões

  • PorDas agências
  • 17/06/2010 21:02
Para Guido Mantega, país não corre risco de superaquecimento | Rodrigues Pozzebom/ABr
Para Guido Mantega, país não corre risco de superaquecimento| Foto: Rodrigues Pozzebom/ABr

O texto

Trechos do documento do BC que sinaliza aumento de juros no país por causa da pressão inflacionária:

Inflação

A despeito da reversão de parcela substancial dos estímulos introduzidos durante a recente crise financeira internacional, desde a última reunião permaneceram elevados os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno.

Demanda em alta

A demanda doméstica se apresenta robusta, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito.

Justificativa para alta da Selic

Prevaleceu o entendimento entre os membros do Comitê de que competiria à política monetária agir de forma incisiva para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos.

Crise internacional

O Copom avalia que esse cenário [externo] pode se deteriorar, a depender da dinâmica que tomar o quadro de desconfiança dos participantes de mercado em relação à solvência de algumas economias europeias, mas, por outro lado, reconhece não ser esse o cenário central com que trabalha.

Riscos

Para o Copom, os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno se circunscrevem essencialmente ao âmbito interno (por exemplo, os derivados da expansão da demanda doméstica).

Fonte: Banco Central

O Banco Central avalia que os riscos para a inflação permanecem elevados, apesar da retirada de parte dos estímulos econômicos criados durante a crise financeira. A maior ameaça, segundo o BC, está na própria economia brasileira, e não nos efeitos da crise recente nas economias da Europa. As informações constam da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na semana passada, quando os juros subiram de 9,50% para 10,25% ao ano. O documento foi divulgado ontem. De acordo com economistas, o texto indica que o BC deve manter o ritmo atual de alta dos juros e promover outra elevação de 0,75 ponto porcentual em julho. Desde abril, a taxa Selic já subiu 1,5 ponto porcentual.

As projeções de inflação do Copom subiram em relação à reunião de abril e estão "sensivelmente" acima do centro da meta de 4,5%.

O economista-chefe da Máxima Asset Management, Elson Teles, já fala em rever sua estimativa para a Selic neste ano, de entre 11,75% e 12% ao ano para 12,5% e 12,75%. Com o aumento da semana passada, a taxa está agora em 10,25%. Pela pesquisa Focus do próprio BC, o mercado prevê que os juros básicos vão encerrar o ano a 11,75%. "O BC trabalha com uma certa acomodação (da atividade), mas vai continuar com sua política monetária de aperto. É muito cedo para falar em efeitos desinflacionários já ocorrendo", afirmou Teles.

Demanda doméstica

A grande preocupação do BC continua sendo com a demanda interna, que, na avaliação de seus diretores, cresce num ritmo maior do que a oferta, impulsionada pelos ganhos de emprego e renda, os impulsos fiscais e o crédito, com destaque para a concessão pelos bancos públicos. Por isso, o BC repetiu a necessidade de uma atuação "incisiva" no combate à inflação.

"As projeções de inflação consideradas pelo comitê mostraram ligeira deterioração no cenário prospectivo. O Copom considera que essa deterioração deva ser contida e, para tanto, precisam ser revertidos os sinais de persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas, que, em última instância, tendem a aumentar o risco para a dinâmica inflacionária", afirma o BC na ata.

Apesar disso, o BC deixou claro que até a semana passada houve sinais de desaceleração do ritmo econômico do país, como no comércio. No documento de ontem, escreveu que esse segmento indica que o ritmo de crescimento da demanda doméstica continua "robusto", podendo, entratanto, "mostrar algum sinal de arrefecimento". Até então, o Copom não via essa possibilidade. A crise europeia é outro fator que pode jogar um pouco de água fria na atividade brasileira, na avaliação do BC. Isso porque pode enfraquecer ainda mais o crescimento econômico mundial.

Energia

No conjunto de projeções realizadas pelo Copom para as tarifas públicas, apenas a eletricidade sofreu alteração na ata da reunião de junho que foi divulgada ontem. No documento, a estimativa de aumento das tarifas de energia em 2010 subiu de 0,7% projetados em abril para 1,5%.

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