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Aviação

Avianca entra com pedido de recuperação judicial

Quarta maior empresa aérea brasileira, que teve forte crescimento no ano passado, enfrenta dificuldades para pagar fornecedores, cumprir obrigações com concessionárias de aeroportos e foi obrigada pela Justiça a devolver 11 aviões

    • Infomoney, com Redação
    • 11/12/2018 15:54
    Airbus 320 da Avianca Brasil | Divulgação/Avianca Brasil
    Airbus 320 da Avianca Brasil| Foto: Divulgação/Avianca Brasil

    Endividada, a Avianca Brasil entrou na última segunda-feira (10) com o pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Empresarial de São Paulo. Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, o pedido, de R$ 50 milhões, está em segredo de Justiça.

     A companhia aérea, que expandiu rapidamente no Brasil, enfrenta uma série de dificuldades para pagar fornecedores e cumprir obrigações com concessionárias de aeroportos. 

     Na semana passada, uma decisão da Justiça de São Paulo obrigou a Avianca a devolver 11 aviões - o equivalente a 18% de sua frota - para a Constitution Aircraft, subsidiária da americana Aircastle, de aluguel de aeronaves. Além disso, outras duas aeronaves arrendadas pela Avianca são alvo de disputa na Justiça por falta de pagamento. 

     Estima-se que toda a dívida da Avianca com todos os aeroportos brasileiros, públicos e privados, chegue a quase R$ 100 milhões. 

     Endividamento 

    No trimestre encerrado em junho, a companhia captou R$ 130,7 milhões em empréstimos com os bancos ABC, Daycoval, Safra e Fibra, com vencimentos entre 2018 e 2021. Assim, o volume de financiamentos, que no fim de 2017 somava R$ 194 milhões, chegou a R$ 306 milhões seis meses depois, aponta relatório entregue à Anac. 

     No documento, a empresa afirma que tem conseguido aumentar suas receitas, mas não o suficiente para compensar as altas no preço do combustível e a variação cambial. Diz ainda que está controlando os gastos e que pretende recorrer ao mercado para estender o prazo dos empréstimos. Do total da dívida financeira, apenas 22,7% vence em 2021, o restante, até 2019.

    Os números da empresa

    A Avianca foi uma das empresas aéreas que mais cresceu no último ano. A oferta de assentos em voos domésticos aumentou 10,8% nos dez primeiros meses do ano, comparativamente a igual período de 2017, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A demanda aumentou um pouco menos 9,8%, o que implicou em uma redução na taxa de ocupação dos aviões: de 85%, no ano passado, para 84,1%, neste. 

    O incremento na oferta se refletiu no aumento de participação no mercado. Atualmente, ela é a quarta, operando em 23 destinos domésticos e três internacionais. Neste ano, o share é de 13,6%, contra 12,9% no ano passado. Neste ano, ela iniciou as operações em Belém e Vitória. 

    A empresa informa que opera com 47 aeronaves, mas segundo o site Airfleets.net, que monitora frotas de companhias aéreas em todo o mundo, a Avianca Brasil tem 55 aviões em operação, todos da marca Airbus (6 Airbus 318, 4 Airbus 319, 39 Airbus 320 e 6 Airbus 330). Outros 8, todos Fokker 100, estão parados. 

    Só no primeiro semestre, quatro aviões foram incorporados à frota.

    O grande salto da Avianca foi no mercado internacional: a participação nesse mercado cresceu de 1,9%, em 2017, para 7,0%, de acordo com dados da Anac. E, mesmo com o forte incremento, a taxa de ocupação dos aviões permaneceu praticamente estável, passando de 76,1%, no ano passado, para 76,3%, em 2018. 

    O motivo da alta foi o aumento na oferta de voos. No dia 1º, a empresa colocou em operação um voo diurno entre São Paulo e Miami. 

    Mas as demonstrações contábeis apresentadas no segundo trimestre mostram um crescimento no patrimônio líquido a descoberto (o passivo é superior ao ativo) e uma concentração de dívidas no curto prazo. Segundo a Folhapress, a empresa tinha, em junho, R$ 1,168 bilhão em dívidas com vencimento no prazo de até um ano, segundo as demonstrações contábeis apresentadas à Anac. 

    Segundo o órgão regulador, o relatório de revisão dos auditores independentes encontra-se pendente de envio e, por sua vez, as notas explicativas encontram-se desacompanhadas das demonstrações contábeis trimestrais. “Destaca-se que a não apresentação dos devidos documentos ou sua apresentação intempestiva é objeto de processo administrativo para apuração da infração”, informa a Anac em seu site."

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