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Campanha Salarial

Bancários pedirão quarto aumento real consecutivo

Em 2006, 11 maiores bancos lucraram R$ 28,5 bilhões

  • PorFernando Jasper
  • 31/07/2007 18:26
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| Foto:

Pauta

Reajuste salarial

10,3% (5,5% de aumento real).

Piso salarial

R$ 1.628,24 (atualmente, o piso é de R$ 869); participação nos lucros e resultados; 2 salários brutos mais R$ 3,5 mil fixos por ano.

Benefícios

Cesta alimentação e auxílio-creche de R$ 380.

Novos direitos

13.ª cesta alimentação (R$ 380); 14.º salário; plano de cargos e salários para toda a categoria.

Eixos da campanha

Garantia de emprego, fim do assédio moral, fim das metas abusivas, defesa e fortalecimento dos bancos públicos.

Os bancários vão pedir reajuste de 10,3% neste ano, índice que compreende o repasse da inflação nos últimos 12 meses mais um aumento real de 5,5%. O anúncio foi feito ontem pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba. Na pauta de reivindicações da categoria, que tem data-base em 1.º de setembro, também estão um piso salarial de R$ 1.628,24 e a ampliação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Além disso, os bancários pedem remuneração variável equivalente a 10% do lucro operacional e mais 5% da renda da prestação de serviços do banco.

A pauta foi aprovada no domingo, durante a Conferência Nacional dos Bancários. O documento preparado no encontro será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na primeira quinzena de agosto. Trinta dias depois, os bancários vão se reunir para avaliar os resultados das negociações, e existe a possibilidade de greve caso a contraproposta da Fenaban não agrade. A federação informou que só vai se posicionar sobre o assunto quando receber a pauta oficial de reivindicações.

"A greve nunca é descartada pelo movimento bancário, pois a classe patronal é muito dura nas negociações. Mas dificilmente a paralisação seria nos moldes da que ocorreu em 2004", disse ontem a presidente do Sindicato dos Bancários, Marisa Stédile, em entrevista coletiva. Ela se referiu à greve de 28 dias no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal e de 19 dias no Banco Itaú, realizada há três anos. Na época, o sindicato pediu reajuste de 25% e conseguiu aumento de 8%.

Em 2005, a greve durou seis dias, concentrada nos bancos públicos. O aumento obtido pela categoria foi de 6%, cerca de 1 ponto porcentual acima da inflação dos 12 meses anteriores. No ano passado, os bancários conseguiram reajuste de 3,5%, com aumento real de aproximadamente 0,65%, após três dias de paralisação – concentrada no Bradesco e, novamente, na Caixa e no Banco do Brasil. "O movimento mais forte nos bancos públicos tem a ver com o fato de termos um ex-sindicalista na Presidência da República. É algo que sinaliza aos trabalhadores que eles têm que lutar por seus direitos", disse Marisa. A categoria dos bancários soma 29,2 mil pessoas no Paraná e 435,8 mil no Brasil.

Segundo o economista Sandro Dias, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese-PR), os reajustes acima da inflação concedidos pelos bancos nos últimos três anos não foram suficientes para recompor as perdas salariais dos bancários nos anos anteriores. Entre 1995 e 2006, o reajuste total foi de 161,91%, abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 177,24% no período. O aumento concedido aos bancários também foi inferior ao Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese, que acumulou avanço de 189,03%. "Geralmente, os bancos compensaram esse reajuste abaixo da inflação com abonos e PLR", disse Silva.

Para justificar a pauta de reivindicações dos bancários, o economista apresentou tabelas que mostram a variação das receitas e lucros dos bancos, comparada às despesas do setor financeiro com o pagamento de salários. Segundo ele, entre 1994 e 2006, o lucro líquido dos onze maiores bancos do país saltou de R$ 1,317 bilhão para R$ 28,542 bilhões, valor quase 22 vezes maior. As despesas com pessoal, por sua vez, duplicaram nesse intervalo, atingindo R$ 33,525 bilhões. "Em 1994, os bancos conseguiam cobrir 25,4% de sua folha de pagamento usando as receitas de serviços [tarifas]. Hoje, com as tarifas, os bancos pagam todos os funcionários e ainda sobra 25,2%", disse Silva.

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