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Op. Compliance Zero 2

Banco Central e PF reafirmam cooperação após crítica de Toffoli à corporação

Galípolo e Rodrigues
Comandantes dos órgãos, Gabriel Galípolo e Andrei Rodrigues se reuniram como sinal de apoio frente às investidas de Toffoli no caso do Banco Master. (Foto: reprodução/rede social X Polícia Federal)

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se reuniram em Brasília, na noite desta quarta (14), como uma forma de demonstração de apoio em meio à crise envolvendo a investigação sobre o Banco Master e a centralização do processo de liquidação e fraude no Supremo Tribunal Federal (STF) por ordem do ministro Dias Toffoli.

A reunião ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que mirou a suspeita de outros crimes cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro além da venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 12 bilhões, descoberta na primeira fase, no ano passado.

“Em agenda institucional, as autoridades reafirmaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro”, disse a Polícia Federal em uma postagem nas redes sociais.

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O Banco Central se tornou o centro das atenções desde que decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master no final do ano passado. A pressão aumentou horas antes da reunião com a imposição de Toffoli com novas regras para a guarda das provas. O magistrado ainda criticou publicamente a Polícia Federal por suposta “inércia” na deflagração da operação.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro, familiares e outros investigados em São Paulo e em outros estados. Foram apreendidos carros de luxo, relógios, dinheiro em espécie e outros bens, avaliados como parte de um esquema superior a R$ 5,7 bilhões.

As ordens judiciais foram autorizadas por Toffoli após uma representação da Polícia Federal apresentada no dia 6 de janeiro em que o ministro determinava a operação em até 24 horas a partir do dia 12. No entanto, o atraso de um dia levou o ministro a dizer que houve “falta de empenho” da corporação.

Ainda nesta quarta (14), Toffoli ordenou que todo o material apreendido fosse lacrado e enviado diretamente ao STF, ficando sob guarda de seu gabinete para posterior perícia. A decisão retirou da Polícia Federal o acesso imediato a celulares, mídias e documentos, e passou para a a Procuradoria-Geral da República (PGR) após críticas.

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