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Na foto, a sede do Banco Inter, ex-Intermedium, em Belo Horizonte. | Reprodução Facebook/
Na foto, a sede do Banco Inter, ex-Intermedium, em Belo Horizonte.| Foto: Reprodução Facebook/

O Banco Inter fechou um acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e pagará uma multa de R$ 1,5 milhão pelo vazamento de dados pessoais de mais de 19 mil clientes. O acordo foi homologado pela Justiça na terça-feira (18). 

Em maio, dados cadastrais como CPF, CNPJ, nome completo, banco, agência e número da conta de pessoas físicas e jurídicas foram expostos na internet. A denúncia foi feita pelo site TecMundo. No começo, o banco negou o vazamento. Três meses depois, o Banco Inter recolheu provas e acabou confirmando o incidente de segurança

De acordo com a ação civil pública, a instituição informou que, durante o processo de migração dos sistemas de tecnologia da informação para arquitetura de computação em nuvem, recebeu um e-mail de um hacker que pedia um valor em resgate por dados obtidos da instituição. 

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O Banco Central do Brasil enviou aos investigadores um CD com os dados cadastrais vazados de 19.961 contas. Segundo o MPDFT, tentativas para a negociação dos dados já ocorriam na deep web.

O acordo prevê o pagamento de R$ 1 milhão a instituicoes publicas de combate a crime cibernetico e R$ 500 mil a instituições de caridade. A decisão não prevê indenização aos correntistas.

Segundo a Promotoria, a multa é uma forma “de reparar os danos morais coletivos de caráter nacional decorrentes do vazamento de dados”.

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