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  • Eleita a melhor- O site de tecnologia The Wire Cutter (http://thewirecutter.com) elegeu a capa carregadora PhoneSuit Elite como a melhor da categoria. Ela carrega o iPhone em menos de duas horas, tempo menor do que as capas concorrentes, e adiciona mais 100% de carga no aparelho, além de ser uma das mais compactas à venda no mercado. Custa US$ 79, um preço cerca de US$ 20 mais barato do que as principais concorrentes
  • Capa Mobimax- Vendida no Brasil, a capa carregadora da Mobimax promete 6 horas extras de uso da rede 3G. O acessório conta com um botão de liga e desliga para ativar a bateria extra. Para recarregar a capa, basta conectá-la a um computador via cabo USB. Em modo stand by, sem uso algum, o celular dura até 300 horas extras, de acordo com a fabricante. O preço sugerido é de R$ 287
  • Bateria externa- Ao contrário das outras duas opções mostradas aqui, a bateria da iTrend não funciona como uma capa e não é voltada exclusivamente para iPhone, funcionado para diferentes aparelhos. Pesa 157 gramas e possui 4 LEDs indicadores que mostram o status da capacidade da bateria. Preço: R$ 299

Quase tudo num smartphone de hoje tende a ficar melhor na próxima versão: processador, tela, memória, câmera. Em um curto espaço de tempo, os telefones top de linha se tornam obsoletos, substituídos por máquinas mais poderosas. Mas há pelo menos uma parte dos aparelhos em que a tecnologia não avança no mesmo ritmo dos demais componentes, o que vem provocando uma grande dor de cabeça nos donos de celulares: as baterias.

Não é que a tecnologia das baterias não esteja melhor a cada novo lançamento. Na maioria dos casos, há avanços. O problema é que o consumo de energia exigido pelos aparelhos cresce a uma velocidade maior que a capacidade de armazenagem das baterias. O resultado é conhecido de todos que têm um celular com GPS e rede 3G: no fim do dia, e às vezes muito antes disso, dependendo dos aplicativos utilizados, o smartphone começa a dar sinais de que está prestes a morrer.

As baterias mais utilizadas em smartphones, laptops e tablets são as chama­­das baterias de íon de lítio, um metal encontrado com abundância na América do Sul, especialmente na Bolívia, Chi­­le e norte da Argentina.

Numa economia que durante muito tempo foi fortemente dependente de combustível fóssil, e continua a ser, as baterias sempre ficaram em segundo plano na estratégia das indústrias e dos governos. Foi só com a ascensão no uso de dispositivos móveis nos últimos anos que se percebeu o atraso das pesquisas científicas para a melhora dessa tecnologia. "A massificação desses aparelhos ocorreu muito rapidamente", diz o físico Patrício Rodolfo Impinnisi, professor do curso de Engenharia Elétrica da UFPR, especialista em baterias e coordenador da área de veículos elétricos do Sistema Brasileiro de Tecnologia, o Sibratec.

Segundo ele, os investi­­men­­tos em pesquisa para a melhora de baterias são "in­­finitamente maiores" ho­­­­­­je do que foram no passado, mas o número de indústrias voltadas especificamente para a pesquisa desse tema ainda é relativamente pequeno. "O problema da bateria de íon de lítio é que ela é bastante inflamável. No caso de falha, pode pegar fogo. Então antes de pensar em aumentar a autonomia das baterias, as empresas tiveram que atacar a questão da segurança. Esse processo já está sendo finalizado – hoje as baterias são bastante seguras – e agora as indústrias estão dando mais atenção para como aumentar a autonomia", afirma ele.

Competição

A concorrência parece ser, de fato, a maior esperan­­ça para que o carregamento diário do smartphone se torne algo do passado. Ne­­nhuma fabricante de celular quer ficar de fora da tecnologia de rede 4G (banda larga móvel de alta velocidade), sob o risco de ver a pre­­ferência dos consumidores se voltar para um produto dos concorrentes. É bastante certo que o próximo iPhone, por exemplo, venha equipado para o uso da rede 4G. Mas como o uso da rede de internet super rápida é a grande vilã do uso de bateria, os fabricantes estão se descabelando para encontrar uma maneira de, pelo menos, manter o nível de autonomia das baterias no mesmo patamar do atual. Se tudo o mais falhar, quem sabe seja a hora de comprar uma capa com bateria exter­­na, conforme as sugestões do box na página.

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