
O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, assumiu o compromisso de não demitir nenhum funcionário da Nossa Caixa e de fazer esforços para não fechar as agências da instituição paulista nos 30 municípios em que há sobreposição de postos de atendimento. O anúncio foi feito a representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região durante reunião na sede do BB, em Brasília.
"Ele falou que foi mal interpretado, que não vai haver fechamento de agências e que vai realocar agências eventualmente deficitárias para outra localidade ou município", afirmou o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
A Nossa Caixa possui 14.708 funcionários e o Banco do Brasil, 85.392. Somando os 3.300 funcionários do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e os 183 do Banco do Estado do Piauí (BEP), recentemente adquiridos, o novo BB que emerge das fusões e aquisições terá 103.583 funcionários o maior contingente entre todas as instituições bancárias do Brasil, sem contar os servidores das outras empresas coligadas à estatal.
A assessoria do Banco do Brasil confirmou que, durante os 18 meses do processo de integração da Nossa Caixa, até março de 2010, haverá uma reavaliação das redes de agência das duas instituições em São Paulo e que existem diversas alternativas para não fechar postos mesmo nos municípios onde há sobreposição uma delas é a estratégia de especialização do atendimento a grupos de clientes. Outra hipótese é a reabertura das agências, tanto da Nossa Caixa quanto do BB em outra localidade do mesmo município ou em outra cidade.
Lula
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou ontem que houve viés político na compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Segundo o presidente, trata-se apenas de um negócio entre as duas partes, sem conotação política. "Não se trata de um problema político ideológico. É uma negociação, disse Lula. "O Banco do Brasil fez um negócio que interessa ao próprio banco e à Nossa Caixa, e o maior beneficiado disso é o povo brasileiro.







