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conjuntura

BC admite PIB menor e inflação maior

Instituição revisou prognósticos para 2013 e divulgou cenário mais difícil do que o anterior. Câmbio eleva riscos para o país

  • PorReuters
  • 27/06/2013 21:18
Feira livre em Curitiba: preços de alimentos, que puxaram a inflação nos últimos meses, arrefeceram em junho. Já a soja, influenciada pela safra americana, subiu | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Feira livre em Curitiba: preços de alimentos, que puxaram a inflação nos últimos meses, arrefeceram em junho. Já a soja, influenciada pela safra americana, subiu| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Mercado

Preços ao produtor acumula menor alta desde 2010

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 0,27% de janeiro a maio. É a menor taxa para o período desde o início da série histórica, lançada em janeiro de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No acumulado de 12 meses, o IPP avançou 4,07%.

O técnico do IBGE Manuel Campos Souza Neto, responsável pela pesquisa, explica que o resultado acumulado nos primeiros cinco meses do ano reflete o comportamento da indústria de alimentos. "Esse segmento segurou o IPP no acumulado até maio", afirmou. O estudo aponta uma queda de 3,72% no acumulado do setor de alimentos, segmento que responde por 19% do IPP. Segundo Neto, a safra recorde deste ano tem contribuído para o movimento. Na direção oposta, o preço do refino de petróleo e da metalurgia é que tem pressionado o índice para cima no período. Quando se analisa o comportamento do indicador somente em maio, observa o técnico, as variações se invertem.

O Banco Central ontem piorou seus cenários de inflação para este e o próximo ano. Para 2013, o BC prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,7% – menos que os 3,1% estimados até então. A previsão ainda é melhor do que a colhida na pesquisa Focus – que reflete as opiniões do setor privado, bancos, consultorias e universidades –, que aponta expansão de 2,46%.

A meta de inflação é de 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais. Para o BC, as chances de o IPCA estourar o teto neste ano é de 29%.

No ano passado, o PIB cresceu 0,9%. Em 2011, primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff, o PIB havia aumentado 3,1%. O BC argumenta que os indicadores de atividades já vistos no segundo trimestre sugerem continuidade da recuperação, como a retomada da indústria e a manutenção da expansão do consumo das famílias, apesar de a estimativa de crescimento para esta última variável ter recuado de 3,5% para 2,6%.

A inflação elevada tem afetado a demanda dos consumidores, uma vez que afeta o poder de compra da população. E a perspectiva para a inflação piorou, na visão do BC. Segundo o relatório, o IPCA ficará em 6,0% neste ano pelo cenário de referência. A previsão anterior era de 5,7% para 2013. Para 2014, o prognóstico subiu de 5,3% para 5,4%.

O indicador voltará a estourar o teto da meta do governo no segundo trimestre deste ano no acumulado em 12 meses, chegando a 6,8%, recuando a 6,2% no terceiro trimestre e a 6% no quarto trimestre.

O Banco Central destacou que a maior volatilidade e "tendência de apreciação" do dólar são riscos considerados, mas defendeu que, na última década, o repasse da depreciação cambial para a inflação diminuiu. "Além disso, esse repasse tende a ser suavizado pelo ciclo de ajuste da política monetária ora em curso", trouxe o relatório, acrescentando que a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo é desfavorável.

O dólar, até a quarta-feira, acumulava alta de 2% em relação ao real no mês, mas chegou a subir mais de 5% no mês em seu pior momento, quando ultrapassou o patamar de R$ 2,25, sob a expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa reduzir seu programa de estímulos e, consequentemente, diminuir a liquidez internacional.

Apesar de o BC repetir no relatório o tom forte de combate à inflação adotado nas últimas semanas, ainda não há consenso sobre a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) acentuar ainda mais o aperto monetário em julho, quando se reúne novamente.

Influenciado pela soja, IGP-M subiu 0,75% em junho

Agência O Globo

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,75% em junho, com destaque para forte alta dos preços no atacado, puxados pela cotação da soja no mercado internacional. Os dados foram publicados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 12 meses, o índice – usado com frequência para o reajuste dos aluguéis –, acumula alta de 6,31%.

"O resultado de junho interrompeu a desaceleração do índice vista desde setembro do ano passado", explicou Salomão Quadros, professor da FGV responsável pelo levantamento. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do IGP-M, teve alta de 0,68% em junho, ante deflação de 0,30% em maio. A soja em grão (11,38%) e o farelo de soja (18,34%) foram os grandes responsáveis pela alta. Para o professor, no entanto, o aumento no grão é oriundo de especulações do mercado sobre se a grande safra americana esperada para esse ano irá se concretizar. "Essa dúvida deixa de existir quando começa a colheita, em agosto ou setembro. Isso quer dizer que, se a safra for grande como espera-se, essa alta será devolvida", completou.

Variação cambial

Quadros acrescentou ainda que a perspectiva para os próximos meses é de índices menores. Cálculos feitos por ele mostraram que, excluindo a variação da cotação internacional da soja e mantendo a valorização do dólar, o IGP-M de junho teria fechado perto de 0,3%. Agora, excluindo apenas a variação cambial mas mantendo a do grão, o índice geral de preços seria de 0,6% neste mês.

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