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Caso Master

BC liquida Sefer Investimentos, ligada à investigação do Master

Banco Master
Sede do Banco Master, em São Paulo, alvo de investigação da Polícia Federal por fraudes financeiras. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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O Banco Central decretou, nesta sexta-feira (26), a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, em São Paulo. A gestora é citada na investigação que levou à deflagração da Operação Compliance por ligação com o Banco Master.

A investigação aponta que fundos administrados pela Sefer Investimentos teriam recebido cerca de R$ 1,8 bilhão provenientes do Master desde 2023. A gestora sofreu mandados de busca e apreensão na segunda fase da operação, em janeiro deste ano.

“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como por graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”, disse o Banco Central em comunicado (veja na íntegra mais abaixo).

A Gazeta do Povo procurou a Sefer Investimentos para se pronunciar sobre a liquidação e aguarda retorno.

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Segundo o Banco Central, a Sefer Investimentos possui uma baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com uma participação de menos de 0,0004% e apenas 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, completou o Banco Central.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, os recursos aplicados pelo Master na Sefer teriam sido utilizados para adquirir notas comerciais e direitos creditórios de empresas ligadas, direta ou indiretamente, ao banqueiro Daniel Vorcaro ou a pessoas apontadas como intermediárias. Um dos fundos citados na investigação é o City 2, administrado pela gestora agora liquidada.

As autoridades suspeitam que essas operações tenham servido para retirar recursos do banco por meio de ativos de valor e qualidade questionados, beneficiando empresas relacionadas ao grupo econômico de Vorcaro. As investigações também indicam que a Sefer mantém relação comercial com o Banco Master desde a época em que a instituição ainda operava sob o nome de Banco Máxima.

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Liquidações pelo BC

Desde o início da investigação que levou à deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, o Banco Central já liquidou oito empresas ligadas ao esquema de fraudes financeiras que teriam sido realizadas por Vorcaro através do Banco Master.

Além da própria instituição financeira, foram liquidados os braços do Master de Investimentos e Corretora de Câmbio, os bancos digitais Will Bank e Let’s Bank, a gestora Reag, o Banco Pleno e agora a Sefer Investimentos.

Além das liquidações, o escândalo do Master levou à recuperação judicial da Fictor Holding, que chegou a anunciar a compra de parte do banco junto de investidores árabes dias antes da deflagração da operação da Polícia Federal. Na ocasião, Vorcaro foi preso quando supostamente tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes, para negociar a venda de parte de sua empresa.

O que dizem os citados

Veja o que disse o Banco Central ao anunciar a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos:

O Banco Central decretou hoje, 26 de junho de 2026, a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo (SP). A distribuidora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial e tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0004% do ativo total e 0,17% dos recursos administrados de terceiros.  

A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como por graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição. 

O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.  

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