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O governo boliviano começou a nomear nesta segunda-feira executivos para as empresas nacionalizadas, como a Petrobras Bolivia Refinación e a Companhia Logística de Hidrocarburos Boliviana (CLBH). Ao todo, foram indicados 20 diretores e 10 administradores, que também se encarregarão das empresas Chaco (da British Petroleum), Andina (da espanhola Repsol YPF) e Transredes.

De acordo com o jornal boliviano La Razón, no entanto, o governo do país reconheceu que terá que cumprir vários requisitos legais, inclusive a negociação da compra das ações das empresas nacionalizadas.

O ministro de Hidrocarburos da Bolíva, Andrés Soliz, disse que em alguns casos o preço das ações será fixado de acordo com a cotação dos papéis na Bolsa de Valores Boliviana. A novidade é que, segundo o ministro, algumas empresas aceitarão o pagamento com a produção de gás e de petróleo.

Nesta segunda-feira, o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, disse que a Petrobras teria de ser indenizada pela Bolívia e que, caso contrário, o governo de Evo Morales teria feito uma 'expropriação' e não uma nacionalização.

Para ter participação majoritária, o governo boliviano terá de comprar 2% das ações da Chaco e da Andina, 17% da Tranredes e 51% da refinaria da Petrobras e da CLBH (de peruanos e alemães).

A estatal boliviana, no entanto, disse não aceitar o prazo de 45 dias dado pela Petrobras para a conclusão das negociações. O presidente da estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Jorge Alvarado, disse que o prazo necessário é de 180 dias.

A Petrobras afirmou no sábado que, caso a negociação não fosse concluída em 45 dias, a empresa recorreria a uma corte arbitral internacional.

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