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Energia

Bolívia se distancia da Petrobras e se aproxima da Venezuela

O Ministro de Hidrocarburos da Bolívia, Andrés Soliz, disse nesta quarta-feira que a Petrobras tem mais a perder que a Bolívia caso saia do país. Durante o dia, ele também deu evidências da aproximação entre Bolívia e Venezuela.

Os presidentes de ambos os países, Evo Morales e Hugo Chávez, respectivamente, anunciarão uma série de projetos que serão feitos entre suas estatais PDVSA e YPFB.

Chávez levará a La Paz no dia 18 uma série de projetos cujo objetivo é reduzir o grau de dependência que os bolivianos têm com a Petrobras. Sao exemplos a construção de uma unidade petroquímica em Villamontes, uma asfaltadora em Cochabamba e uma fábrica em Rio Grande, capaz de transformar o gás líquido em gasoso, tecnologia que somente a estatal brasileira detém.

Soliz deu várias pistas de como o governo boliviano jogará duro nas negociações com a Petrobras. O ministro deixou claro que seu governo ainda não sabe se indenizará ou não as petrolíferas instaladas na Bolívia, por quebra de contrato, incluindo a Petrobras. Além de a Constituição boliviana não prever este tipo de compensação, ele destacou que ninguém sabe ainda se foi pago um preço justo na privatizaçao, no início dos anos 90.

- Primeiro, temos de saber se pagaram mais ou menos pela refinaria. No momento da privatização, nao se levou em conta a quantidade de reservas de gás e petróleo que havia na refinaria — afirmou.

O ministro Soliz enfatizou ainda que, para o governo boliviano, a presença das Forças Armadas nas refinarias da Petrobras tem por objetivo garantir o abastecimento normal de gás — inclusive ao Brasil, que manifestou descontentamento com a medida. O chanceler Celso Amorim chamou a ocupação das refinarias de "ato de adolescência" em seu depoimento no Senado na terça-feira.

Soliz disse que essa explicaçao foi dada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Silas Rondeau e ao chanceler Celso Amorim. Além da prevenção contra sabotagens, acrescentou o ministro, a participaçao dos militares mostra que, embora realmente haja uma onda nacionalista na Bolívia, nao há risco de golpe de Estado.

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