
A boa conjuntura econômica pela qual passa o país fez varejistas do setor de vestuário e artigos de frio ampliarem os investimentos para a estação em pelo menos 20%. As vitrines de outono-inverno mais caprichadas devem-se principalmente à perspectiva de dinheiro no bolso do consumidor com o emprego em alta, crédito ainda abundante e o Banco Central apontando crescimento econômico de 9,85% no trimestre, os comerciantes estão otimistas com um aumento efetivo da demanda, que já começou a ser percebida no caixa de algumas empresas.A loja de departamentos Havan, por exemplo, aproveita a onda favorável do crédito, e os dados mais recentes de faturamento oferecem otimismo acima da média. De acordo com o diretor administrativo-financeiro da rede, Edson Diegoli, a receita deste ano está 80% superior à de 2009. "Em função desse cenário, para este inverno, apostamos muito nos estoques de aquecedores e edredons. Na parte de vestuário, focamos bastante na variedade de jaquetas, e estes produtos já estão vendendo muito bem", diz. As condições para o crescimento nas vendas, são atribuídas por Diegoli principalmente às condições de pagamento. "Pelo menos 65% dos nossos clientes parcelam as compras quando passam no caixa", diz.
Na loja de confecções Folie, voltada para as classes A e B, a proprietária Maria Regina Buffara planejou um estoque de peças 20% superior ao do inverno passado. O objetivo é aumentar as vendas na mesma proporção. As estimativas, até agora, estão sendo correspondidas. "A procura começou a pegar mesmo há cerca de 15 dias, quando o frio deu uma apertada aqui em Curitiba. Já recebi telefonemas do gerente pedindo mais estoque de blusas de lã coloridas e casacos", diz.
Luxo acompanha
A fabricante e varejista de moda luxo Saad, que passou por restruturação em 2008 em função da crise financeira, compartilha a previsão de crescimento de 20% para a temporada. "O nosso período de entrega nas lojas encerra em maio, mas, em Curitiba, por mais que a gente preveja aumento nas vendas, o estoque sempre se esgota antes do inverno. Especialmente casacos e botas", diz a proprietária Luciana Saad, que tem uma filial no Shopping Crystal.
No ParkShopping Barigui, os indicadores de mercado aquecido também balizam boas perspectivas. "O clima ajudou bastante este ano. O frio entrou junto com o lançamento da campanha de inverno, e temos percebido um movimento bom, com pessoas dispostas a comprar", diz a gerente de marketing, Silvia Omairy.
Mesmo em setores com menos tradição em vendas de vestuário, como hipermercados, há empresas confiantes no segmento. A gerente do setor de confecções do Extra/Pão de Açúcar, Leia Rech, diz que a rede viu as vendas alavancadas junto com a temperatura mais baixa desta semana. Para esta temporada a expectativa também é de crescimento nas vendas de 20% em relação ao ano passado.
"É uma projeção calculada em cima do resultado de 2009 mas que contempla também o plano de crescimento do negócio", disse. O crédito disponível no mercado ajuda nesta conta: a rede aceita pagamentos entre três a seis vezes no cartão de crédito, ou em dez vezes no cartão da marca Extra.
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