Curitiba O Boticário, a maior rede de franquias de cosméticos no mundo, aposta na sorte para aumentar as vendas de Natal em 20% e atingir a meta de R$ 2 bilhões de faturamento em 2005. O Bálsamo da Sorte, um estojo que contém elementos da crença popular, como sal grosso, olho grego e um óleo para atrair proteção no ano-novo, é um dos lançamentos da empresa para incrementar as vendas de Natal. "Esperamos que as vendas de fim de ano compensem a desaceleração de outubro e novembro", diz o vice-presidente da companhia, Artur Grynbaum.
A empresa espera fechar o ano com R$ 2 bilhões de faturamento somatória das vendas das 2.357 lojas do grupo. Outros R$ 650 milhões devem ser movimentados pela indústria, instalada em São José dos Pinhais. O resultado, segundo Grynbaum, será 20% maior do que o obtido em 2004, quando a indústria faturou R$ 550 milhões.
Para o ano que vem, porém, a previsão é de vôos mais baixos, calcula o vice-presidente. A empresa espera crescer em torno de 16% em 2006, abaixo da média de 20% mantida pelo grupo na última década. "Esperamos um cenário mais positivo na política econômica no ano que vem, mas se fala em dificuldades por ser um ano eleitoral", diz Grynbaum, que prevê investimentos em torno de R$ 125 milhões no próximo ano.
Presente em 96% das cidades brasileiras com mais de 30 mil habitantes, O Boticário planeja reposicionar sua marca no exterior. Apesar de ter pontos de venda em 24 países, o mercado internacional representa apenas 2,8% do faturamento do grupo. Argentina e Iraque fazem parte dos planos da companhia para o ano que vem. O mercado de Bagdá já vem sendo testado pela empresa paranaense.
Se as mulheres iraquianas gostarem tanto de cosméticos quanto as japonesas, os planos de O Boticário têm tudo para dar certo. Uma das conquistas no mercado internacional da rede em 2005 foi no Japão, onde conseguiu passar de 440 para 600 pontos de venda.







