A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) permaneceu em terreno positivo durante toda a jornada de ontem e concluiu a sessão com um ganho modesto. Investidores dispararam ordens de compra, relativizando alguns números desfavoráveis da economia norte-americana. O mercado aguarda um mês de julho ainda sujeito a solavancos. O sentimento de que "o pior já passou" é predominante, mas o quadro de uma possível retomada continua incerto.
O termômetro da bolsa paulista, o Ibovespa, valorizou-se 0,15% no fechamento e atingiu os 51.543 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,61 bilhões. Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 0,68%.
A ação da Vale deu o mais forte impulso para o avanço da bolsa brasileira, tendo o segundo maior giro de negócios do mercado: R$ 651 milhões. O preço do papel subiu 0,90%. E os investidores continuam apostando na Visanet, que se mantém, por enquanto, como a ação mais negociada da praça, movimentando R$ 730 milhões. Com essa procura, a ação ordinária da operadora de cartões disparou 5,81%. O papel, no entanto, não faz parte da carteira teórica de ações utilizada para o cálculo do índice Ibovespa.
"Acreditamos em perspectivas positivas para a Vale no médio e longo prazos. O portfólio de ativos de classe mundial, solidez financeira e a rápida resposta dada à dinâmica da recessão possibilitam à empresa continuar a gerar valor ao longo dos ciclos", comenta André Mello, analista sênior da corretora TOV.



