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Mercado financeiro

Bovespa reduz ritmo de alta, seguindo Dow Jones. Dólar fica estável

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu seu ritmo de alta no início da tarde nesta segunda-feira, diante do comportamento misto do mercado americano. Por volta de 15h18m, o Ibovespa, que chegou a subir mais de 1%, tinha alta de 0,37%, aos 42.401 pontos e volume financeiro de R$ 1,921 bilhão.

Segundo o analista de investimentos do Prosper Gestão Gustavo Barbeito, a semana é fraca em termos de noticiário econômico e a tendência é de que as bolsas continuem realizando os ganhos registrados entre o fim de 2006 e o início de 2007.

- Está havendo uma mudança de portfólio, com diminuição da exposição a mercados emergentes. As bolsas em todos os países emergentes caíram bastante, e a Bovespa foi junto - diz.

Para Barbeito, o mercado teme que o banco central americano (Federal Reserve, ou Fed) demore a iniciar um movimento de redução das taxas de juros, em função da preocupação com a inflação. Na semana passada, um representante do Fed afirmou que o ciclo de inflação em alta ainda não havia terminado.

Na semana que vem, o governo americano publicará o livro Bege, com dados sobre a economia do país.

Já o gerente da mesa da corretora Ativa, Gustavo Alvarez Machado de Campos, acha que a alta da Bovespa nesta segunda-feira não é sustentável.

- O Brasil foi o mercado que mais sofreu porque se trata de um país emergente, com uma boa gordura, já que as ações vinham subindo. Mas se a alta lá fora não tiver muita firmeza, pode ser que os ganhos aqui também não se sustentem.

Em Nova York, o índice Dow Jones tinha queda de 0,19%, a 12.375 pontos; o Nasdaq subia 0,02%, a 2.434,79 pontos; o S&P, por sua vez, tinha queda de 0,12%, a 1.408,02 pontos.

O dólar era negociado com estabilidade, a R$ 2,1520. O risco-país tinha queda de 0,51%, a 197 pontos básicos.

No cenário interno, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que a inflação medida pelo IPC-S subiu 0,86% na primeira prévia do mês. Esta foi a maior alta desde a terceira prévia de 2005.

Já o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 617 milhões na primeira semana de 2007.

O Banco Central, por sua vez, divulgou o boletim Focus, com previsões de analistas de mercado sobre a economia brasileira. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do Brasil, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

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