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Indústria têxtil é uma das maiores prejudicadas pelos produtos chineses | Fábio Dias/ Gazeta do Povo
Indústria têxtil é uma das maiores prejudicadas pelos produtos chineses| Foto: Fábio Dias/ Gazeta do Povo

A relação econômica com o mercado chinês, maior parceiro comercial do país, motivou o governo brasileiro a criar o Grupo China, reunindo técnicos do Ministério das Relações Ex­­teriores e do Ministério do De­­senvolvimento. As informações são da Agência Brasil. É a primeira vez que o governo cria um grupo interministerial com a função de estudar a relação comercial com um determinado país. "Isso foi comandado pelo ministro Fer­­­nando Pimentel [Desen­­vol­vimento] e pelo ministro [Anto­nio] Patriota [Relações Exteriores], por ordem direta da presidente [Dilma Rousseff], para que se tenha um trabalho específico de buscar cooperação com a China", afirmou o secretário-executivo do Ministério do Desen­volvi­mento, Alessandro Teixeira.

Teixeira destacou que o mercado chinês representa um desafio em termos de parceria e na busca de nichos para expor­tação."Estamos consolidando a formação do Grupo China dentro do governo, para termos uma estratégia especial, definida e de longo prazo. O Brasil se prepara, nos próximos anos, para ser uma das cinco maiores economias do mundo", disse.

Para o secretário-executivo, a situação chinesa demanda estratégias inovadoras de inserção comercial. "A China hoje é um fator diferente. Porque ela produz qualquer produto com a metade do custo da média mundial. Então isso é um problema para o Brasil e também para os outros países. Haverá setores que vão perder competitividade e podem ter problemas. É o caso de brinquedos, têxtil e vestuário. Só vamos conseguir ganhar mercado se nos especializarmos em nichos", argumentou.

O secretário participou do Projeto Carnaval da Agência Bra­sileira de Promoção de Expor­tação e Investimentos (Apex-Brasil), que transformou um camarote no Sambódromo do Rio em um ambiente de negócios, trazendo 150 empresários de diversos países para conversarem, de forma informal e descontraída, com empresários brasileiros do comércio exterior.

A corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado alcançado em 2009. No ano passado, o Brasil foi superavitário em US$ 5,1 bilhões, mas cerca de 68% das exportações brasileiras estão concentradas em minério de ferro e soja. Já os chineses exportam para o Brasil principalmente produtos de alta tecnologia, sendo 30% eletroeletrônicos, especialmente componentes de informática e telefonia.

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