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Comércio

Brasil é o que mais investiga preços desleais em importações, diz OMC

Diretor da OMC falou sobre o aumento de restrições ao comércio, introduzidas desde 2008, e alertou sobre seu "claro risco" em um cenário de economia desacelerada

O Brasil é considerado o país campeão de abertura de investigações contra importações com preços supostamente desleais, com 51 casos entre novembro de 2014 e setembro deste ano, de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (8) pela OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre o ambiente comercial internacional.

Em segundo lugar está os Estados Unidos, com 22 aberturas de investigações no mesmo período.Durante a divulgação do documento, em uma reunião entre países-membros, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, falou sobre o aumento de restrições ao comércio, introduzidas desde 2008, e alertou sobre seu "claro risco" em um cenário de economia desacelerada.

"As atuais perspectivas para a produção mundial e para o comércio estão longe de serem favoráveis", declarou.

Com o cenário econômico atual, a projeção para o comércio mundial baixou para 3,1% em 2014 e 4% no ano que vem -resultado inferior à média dos últimos 20 anos antes da crise mundial.Desde 2008, de 2.146 medidas restritivas ao comércio, apenas 508 foram removidas, ou seja, 24%.

Uma das questões tratadas também foi o aumento das restrições comerciais e os atritos entre países, em uma referência direta à União Europeia e Rússia.

Além disso, Azevêdo falou sobre as recentes tendências de política comercial, que considera "inquietantes", e os acordos regionais de comércio e regras do sistema multilateral. Até outubro deste ano, foram registrados 253 acordos regionais, mas há 63 ainda não informados.

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