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Prisão de Bolsonaro

Moraes nega pedido de Bolsonaro para receber visita de Milei

Jair Bolsonaro
Presidente argentino visitaria Bolsonaro no próximo dia 25, durante agenda no Brasil para participar da convenção do PL. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante o período de prisão domiciliar. A decisão mantém as restrições impostas a ele, que está proibido de receber visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.

O encontro havia sido solicitado para o dia 25 de julho, às 16h, na residência de Bolsonaro, em Brasília, e também previa a entrada da comitiva oficial argentina. Segundo os advogados do ex-presidente, a reunião teria caráter institucional e diplomático, sem deslocamentos e sem qualquer alteração nas medidas cautelares determinadas pelo STF.

“A Defesa apresentou petição requerendo autorização para realização de visitas ao apenado em 25/7/2026. JULGO PREJUDICADO O PEDIDO, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensão pelo prazo de 30 (trinta) dias”, escreveu Moraes na decisão que a Gazeta do Povo teve acesso.

A defesa de Bolsonaro sustentou que a visita de Milei não representaria risco ao cumprimento das restrições impostas pelo ministro. Mesmo assim, Moraes rejeitou o pedido e manteve a proibição de visitas, limitando o acesso ao imóvel apenas aos profissionais já autorizados pela decisão judicial.

As novas restrições foram determinadas após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ler publicamente uma carta escrita pelo pai com suposto conteúdo político e eleitoral, há uma semana. A defesa alegou que Bolsonaro desconhecia que o texto seria divulgado nas redes sociais, mas o ministro rejeitou integralmente essa justificativa.

Javier Milei desembarca no Brasil para participar da convenção nacional do PL, em que deverá apoiar o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República. Aliados políticos e representantes da direita, Milei e Bolsonaro mantêm relação próxima, enquanto o presidente argentino já classificou a situação enfrentada pelo ex-presidente brasileiro como um caso de “perseguição judicial”.

A delegação argentina prevista para acompanhar Milei será formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, pela secretária-geral da Presidência, Karina Milei, irmã do presidente argentino, e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby. O pedido encaminhado ao STF também buscava autorização para que todos os integrantes da comitiva tivessem acesso à residência de Bolsonaro.

A aproximação entre Milei e a família Bolsonaro ganhou novo capítulo no fim de junho, quando o presidente argentino recebeu Flávio Bolsonaro em Buenos Aires. Após o encontro, Milei publicou uma foto ao lado do senador e escreveu: que “vem aí a maré azul para o Brasil”, enquanto Flávio respondeu afirmando que a “maré azul” libertará “todas as Américas”.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o mês de março, quando foi submetido a um tratamento de uma grave pneumonia nos dois pulmões contraída no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília. Ele cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pelo STF por supostamente liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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