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Brasil precisa fazer “lição de casa” para crescer mais que 4,5%, diz Amorim

O economista Ricardo Amorim, colunista e apresentador do programa de tevê a cabo Manhattan Connection, acredita que o Brasil deve manter o crescimento de 4,5% em 2008, caso não ocorram grandes crises. Há chances de este número chegar a 6% ou 7% se o país fizer a "lição de casa": diminuir a carga tributária, os gastos do governo e aumentar a eficiência jurídica e a confiabilidade da legislação. Para Amorim, a inflação deve se manter entre 4% e 4,5% ao ano e o dólar vai continuar se desvalorizando. "Projeto um dólar a R$ 1,65 para o final de 2008", aposta.

As previsões foram apresentadas ontem em palestra da ExpoVendaMais, evento organizado pela revista VendaMais – da Editora Quantum, cuja sede fica em Curitiba – e que tem o apoio da Rede Paranaense de Comunicação (RPC). A expectativa é que 3 mil pessoas compareçam ao Estação Embratel Convention Center nos três dias de duração. "O objetivo é apresentar produtos, serviços e soluções para que empresas e profissionais possam vender mais e aumentar a lucratividade de seus negócios", explica Pablo Martin Ayerza, diretor comercial do evento (confira programação ao lado).

Segundo Amorim, o Brasil está sendo beneficiado por uma série de fatores favoráveis na economia mundial que vêm ocorrendo há uns 20 anos. "Países emergentes da Ásia, basicamente a China e a Índia, estão crescendo muito. E eles precisam de comida, o que o Brasil exporta. Também aumentou a demanda por minérios e materiais para construção – o que o Brasil também exporta – porque esses países estão aumentando sua infra-estrutura", explica. "Isso deve sustentar o crescimento por uns 20 ou 30 anos ainda."

Caso a economia mundial enfrente grandes crises, diz Amorim, o crescimento do Brasil deve ficar em 3,5% ao ano. Para ele, um número razoável em uma conjuntura negativa. "Antes a instabilidade vinha dos países emergentes, mas esse quadro mudou. Agora, vem de países desenvolvidos, mas para ficar ruim aqui, vai ter que piorar muito lá fora."

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