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Assembleia

BRB pedirá aval de acionistas para processar ex-dirigentes envolvidos no caso Master

Estatal convocou assembleia extraordinária e anunciou que o foco será nas medidas judiciais.
Estatal convocou assembleia extraordinária e anunciou que o foco será nas medidas judiciais. (Foto: João Pedro Carvalho / Agência)

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O Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) pedirá autorização dos acionistas para entrar na Justiça contra os ex-administradores envolvidos no caso Master. A assembleia extraordinária foi convocada para a manhã do dia 24 de agosto.

O edital de convocação foi publicado na edição desta segunda-feira (3) do Diário Oficial do Distrito Federal. Segundo o comunicado, o foco será em ex-dirigentes que, "por ação ou omissão, venham a ser identificados como responsáveis pelos prejuízos suportados pelo BRB", com o intuito de atender "aos melhores interesses da Companhia, à preservação de seu patrimônio social e moral e aos deveres de governança e transparência perante os acionistas".

As apurações da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero miraram no ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e no ex-diretor executivo de Finanças e Controladoria Dário Oswaldo Garcia Junior.

Costa teria atuado para sair em socorro do Banco Master, facilitando a aquisição de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em papéis que passaram a ser chamados de "podres". Como recompensa, ele teria recebido R$ 74,6 milhões e ainda receberia cerca de R$ 72 milhões na forma de seis imóveis em bairros nobres de São Paulo. O ex-dirigente está em prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Já Garcia Júnior trocou mensagens com Costa que revelam a pressa na liquidação da operação, tendo atuado ainda na divisão da compra, com o objetivo de evitar o controle maior aplicado a operações financeiras maiores. Ele foi afastado, mas não é alvo de medidas cautelares.

A fraude é uma das peças do quebra-cabeça que ajuda a entender a crise do BRB. A estatal segue em busca de um financiamento de R$ 6,6 bilhões para viabilizar a sua restruturação. O ministro Luiz Fux mediou um acordo com o Tesouro Nacional que abriu as portas para um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com a garantia de um consórcio de bancos. O governo do Distrito Federal segue tentando destravar o financiamento.

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