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Brechó de luxo que nasceu no Instagram deve faturar R$1,8 milhão em 2018

Perfil no Intagram começou despretensiosamente para vender peças de familiares e amigas; hoje o negócio oferece itens de mais de 130 marcas internacionais de alta-costura

  • Cíntia Junges
Ao pesquisar esse mercado, Leilane viu que lá fora a venda consignada de produtos de luxo com aval de autenticidade já estava consolidada, mas no Brasil ninguém fazia isso direito. | Ana Carolina Darde
Ao pesquisar esse mercado, Leilane viu que lá fora a venda consignada de produtos de luxo com aval de autenticidade já estava consolidada, mas no Brasil ninguém fazia isso direito. Ana Carolina Darde
 
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Moda sempre foi uma paixão da paulistana Leilane Sabatini. Em 2013, aos 25 anos, a trader no mercado de energia elétrica gastava uma fatia generosa do seu salário com peças de marcas exclusivas – e tinha um closet de respeito. Hoje, cinco anos depois, ela é dona de um brechó de luxo online especializado em marcas exclusivas que deve faturar R$ 1,8 milhão em 2018.

O negócio começou despretensiosamente, sem querer mesmo. “Determinada noite eu olhei para o meu closet e tinha muitas peças que eu tinha usado uma única vez. Uma bolsa Louis Vuitton que ganhei de um ex-namorado; um vestido Missoni que paguei US$ 1,5 mil e certamente nunca mais iria usar”, conta a empresária.

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No ímpeto de liberar espaço no armário, Leilane tentou vender as peças no Mercado Livre e na OLX, mas logo percebeu que a sua clientela não estava nesses canais. Foi aí que ela criou o Instagram @cansei_vendi, em agosto de 2013, e rapidamente encontrou novos donos para os itens.

Mesmo sem qualquer pretensão de transformar o @cansei_vendi em um negócio, Leilane começou a vender peças de familiares e amigas. Na época, ela cobrava um porcentual de 20% a 25% do valor da peça vendida. Aos poucos, a procura pelo serviço foi extrapolando o círculo próximo a Leilane e o perfil do Instagram ganhou corpo.

“Eu trabalhava até as 21h, chegava em casa cansada e ainda ia mexer com o brechó. A minha mãe se encarregava de enviar as peças pelo Correio”, conta Leilane. Até então, as vendas feitas de Norte a Sul do país aconteciam exclusivamente pelo Instagram.

O plano B estava na “ponta do nariz”

No final de 2014, Leilane sentiu a necessidade de criar uma plataforma para organizar os pedidos. Investiu cerca de R$ 2 mil num site que, confessa ela, era bem amador. Curioso é que, mesmo com a renda extra das comissões crescendo a olhos vistos, ela nunca atentou para o @cansei_vendi como uma oportunidade de negócio, nem mesmo quando decidiu abandonar a carreira de trader, em maio de 2016, porque já não se sentia mais feliz na profissão.

Quem a alertou para o potencial do negócio que ela havia criado foram amigos próximos. Ao pesquisar esse mercado, Leilane viu que lá fora a venda consignada de produtos de luxo com aval de autenticidade já estava consolidada, mas no Brasil ninguém fazia isso direito – e abraçou a ideia.

No início de 2017, o @cansei_vendi recebeu um aporte de R$ 400 mil de dois investidores anjos que Leilane foi buscar no mercado de energia, onde ela tinha bons contatos – e o negócio mudou de patamar. O dinheiro permitiu o lançamento de um novo site com e-commerce, embora o Instagram ainda responda por 90% das vendas. “É onde está o nosso público”, diz Leilane.

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Do final do ano passado até agora, o acervo do @cansei_vendi quadruplicou de tamanho, passando de 600 para 2.500 peças de mais de 130 marcas internacionais de alta-costura. Para 2019, a projeção é dobrá-lo de tamanho. Majoritariamente, são produtos usados de marcas exclusivas, a grande parte de segunda mão, mas também há produtos novos vendidos a preços mais baixos do que no mercado.

Além de um processo interno de avaliação dos itens, todas as peças são certificadas pela Real Authentication, empresa americana especializada na autenticação de artigos de luxo. O site fica com 35% do valor de cada peça vendida e o vendedor da peça com 65%.

Em 2017, primeiro ano da operação mais robusta, o faturamento foi de R$ 668 mil. Para 2018, a previsão é chegar a R$ 1,8 milhão com o aumento do volume de vendas. Em 2019, a projeção é faturar R$ 6 milhões. Neste ano, até agora, foram cerca de 720 itens vendidos, com ticket médio de R$ 2,2 mil.

Marketing para atrair vendedores e compradores

Uma das estratégias para crescer já foi posta em prática: investir em marketing e promover a marca, para vendedores e compradores. Neste último caso, a empresa conta com a ajuda de atrizes famosas e influenciadoras digitais. Foi com este propósito, inclusive, que o @cansei_vendi ganhou, no início deste ano uma nova sócia, a atriz Luana Piovani, que hoje é dona de 5% do negócio.

Mais do que faturar com a venda de itens de luxo chancelados por famosas, a proposta é também fomentar o reuso dessas peças cuja vida útil é muito grande, especialmente quando o produto é bem cuidado. “Vendemos produtos de desejo. A pessoa vê uma foto bacana da Luana Piovani, Mariana Ximenes e Giovana Antonelli com uma peça de luxo usada e pensa: se elas usam, eu também posso usar”.

Com uma equipe de seis pessoas, Leilane define o @cansei_vendi como uma empresa enxuta para o faturamento que tem. É exatamente assim que ela e os sócios acham que tem que ser e assim que pretendem continuar. Além de Leilane, estão à frente do negócio as sócias Ana Carolina Darde e Carol Leonhardt. Em 2017 vieram mais dois investidores anjo e, neste ano, a atriz Luana Piovani entrou na sociedade.

“Por enquanto, a empresa é enxuta e temos um crescimento orgânico bom, mas não descartamos uma nova rodada de captação para acelerar o negócio”.

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