Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Voto proporcional

AGU aciona Supremo contra pontos da privatização da Eletrobras

O governo federal diz que a "finalidade da ação não é a reestatização da Eletrobras. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.)

Ouça este conteúdo

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta sexta-feira (5) uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar pontos da privatização da Eletrobras. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) também foi assinada também pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo pede a suspensão da regra que determina que qualquer acionista da empresa tenha no máximo 10% do poder de voto nas assembleias. A União possui 42,6% das ações.

“Isso porque a União, mesmo após a desestatização da companhia, ocorrida em 2022, embora continue a ser sua maior acionista, teve seus direitos políticos drasticamente reduzidos por medida ‘injustificável do ponto de vista jurídico-constitucional’”, disse a AGU, em nota.

Na petição, o governo ressaltou que a” finalidade da ação não é a reestatização da Eletrobras, que continuará a ser uma empresa sob gestão privada, mas sim o resguardo do interesse público”. Em março, Lula criticou a privatização da empresa e disse que a iniciativa foi um “crime de lesa-pátria”.

Nas redes sociais, o advogado-geral da União, Jorge Messias, comentou a ação. "O poder público possui quase 43% das ações ordinárias, mas só pode exercer votos até o limite de dez por cento da quantidade de ações do capital votante da companhia. Estamos confiantes de que a Corte devolverá à União a prerrogativa de exercício pleno de seus direitos políticos nessa gigante do setor elétrico nacional", disse Messias no Twitter.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.