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Tecnologia

Campus Party levada a sério

Com número menor de pessoas, edição Recife do maior evento de tecnologia do mundo foi mais focada em conteúdo que na festa dos participantes

  • PorLuís Celso Jr, enviado especial
  • 29/07/2012 21:18
Em comparação à edição de São Paulo, em maio, participantes estavam mais comportados | Eudes Santana
Em comparação à edição de São Paulo, em maio, participantes estavam mais comportados| Foto: Eudes Santana

Destaque

Empreendedorismo digital em alta

Grande parte das palestras e atividades teve no empreendedorismo digital uma palavra de ordem. Muito ligado à inovação, o tema desperta o interesse do público local. Segundo o coordenador de projetos de economia digital do Sebrae, Marcio Brito, essa é inclusive uma tendência para as próximas Campus Party. "O público está aos poucos deixando de ver o evento como uma grande lan house de entretenimento para ver como uma lan house de conhecimento", diz. "O mundo da internet possibilita muitos negócios, mas o pessoal tem várias dificuldades nas quais podemos ajudar. Por isso estamos aqui", completa.

A própria forma de interação com o público foi revista pelo Sebrae para poder atingir melhor os campuseiros. "Participamos em maio do evento de São Paulo e vimos que não estávamos preparados ", diz. Então os objetivos e a forma de atuação foi alterada para adaptar os conceitos e a forma de atuação, espalhar conhecimento e criar uma reputação digital do órgão, que não existia. "Fizemos uma imersão. Nos tornamos também campuseiros", explica.

A edição Recife da Campus Party, considerada o maior evento de tecnologia do mundo, terminou ontem com saldo positivo. Os cerca de 2 mil campuseiros inscritos – 800 acampados no local –, puderam desfrutar de várias atividades de entretenimento e conteúdo, este provido por diversas palestras e debates entre participantes de renome nacional e internacional no meio digital. Em relação à edição Brasil, realizada em maio deste ano em São Paulo, que teve três vezes mais campuseiros, uma característica se destacou: o evento foi bem menos festeiro. O público esteve mais comportado, focado em aprender. Empreendedorismo e inovação foram os temas de maior destaque.

"Senti aqui muito do caráter exploratório que houve na primeira edição da Campus no Brasil. O público daqui é diferente do de São Paulo, e está mais comportado porque está descobrindo como a festa funciona, como aconteceu naquela época", diz o presidente do Instituto Campus Party Brasil, Bruno Souza.

Além disso, esta edição especial foi a primeira após cinco anos no país a ser realizada fora da capital paulista. "Foi um desafio que só conseguimos realizar pelo grande apoio local, do governo estadual, municipal e iniciativa privada".

Ao lado da sustentabilidade e da inclusão digital, empreendedorismo e inovação já eram dois dos quatro grandes focos da edição a "aparecerem mais" segundo Souza. Esses focos foram definidos em conjunto com os mesmos apoiadores locais, e deram a "cara" do evento da região. Souza também enfatiza que, como é o primeiro no Nordeste, o público veio muito mais pelo interesse nos assuntos que estavam sendo discutidos que pela tradição festeira do evento.

Os participantes reforçam a tese. De acordo com a estudante de Design Gráfico da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Isabella Brito, 18 anos, a organização bem feita chamou a atenção, apesar do pouco espaço nas bancadas. "Muita gente ficou muito tempo buscando local para se conectar, mas isso não tirou o brilho do evento", conta. Ela, que participa pela primeira vez, trabalha na área de pesquisa em Marketing e conta que o principal motivo de ter vindo foi o aperfeiçoamento profissional. "O que mais gostei foi a dinâmica e interatividade do evento. Houve também muitos palestrantes locais, o que é ótimo".

Luciano Junior, estudante de 17 anos, concorda. "É uma ótima oportunidade de reunir o pessoal local que gosta de tecnologia", diz. Apesar de reclamar do mesmo problema que Britto, também faz o mesmo elogio quanto à interatividade. "É muito bom poder ouvir palestrantes consagrados, que só vemos na televisão ou lemos em livros, e até mesmo fazer perguntas para eles", conclui.

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