
A empresa curitibana Tecverde Engenharia vem se destacando com a tecnologia "wood frame". Os painéis de madeira permitem construir casas em até um sexto do prazo convencional, reduzem os desperdícios em até 85% e as emissões de CO2, em até 80%. Na última quarta-feira, a empresa foi selecionada, na Turquia, para ser parceira da Endeavor, organização que promove o empreendedorismo. Antes, a empresa já havia conquistado o Prêmio Internacional Hermès de lInnovation 2012, concedido com o apoio do Instituto Europeu de Inovação e Estratégias Criativas e do Clube de Paris de Diretores de Inovação. Além disso, recentemente, o Escritório Verde da UTFPR, construído pela Tecverde, foi premiado pela ONU por integrar educação e sustentabilidade. Beto Justus, sócio e diretor administrativo e financeiro da Tecverde, conversou com o repórter João Pedro Schonarth.
Como surgiu a Tecverde?
O meu pai e o pai do Caio Bonatto têm construtoras convencionais, então desde cedo a gente mantém contato com canteiro de obras. Tivemos a oportunidade de conhecer todos os problemas de uma construção convencional, como falta de mão de obra qualificada, desperdício de materiais, falta de tecnologia, longos cronogramas e preços incertos. Percebemos então uma grande oportunidade.
Como é a receptividade dos produtos?
Não poderia ser melhor. O sistema wood frame permite construir uma casa de 300 m² em quatro meses, que é pelo menos quatro vezes mais rápido do que o brasileiro está acostumado.
O grupo tem interesse em atuar no exterior?
Já fomos procurados por pessoas físicas e incorporadores de alguns países, principalmente de Angola, Uruguai e Argentina. Mas no curto prazo estamos focados no mercado nacional.
Quais são os planos para os próximos anos?
Em 2013 vamos ampliar a nossa fábrica, em Pinhais, que atenderá todo o Sul do país. Além disso, vamos implantar outra fábrica, com capacidade ainda maior, no interior de São Paulo, mercado com grande demanda de casas em condomínios.
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Votos viajantes
Fim de semana de eleição foi motivo para o brasileiro viajar. Uma pesquisa do Skyscanner um dos maiores buscadores on-line de produtos turísticos comparou o número de buscas por passagens aéreas com o mesmo período do ano passado. O resultado aponta os moradores de Cuiabá como os mais interessados em sair da cidade nesta data: houve 482% de aumento na pesquisa por voos que saíam da capital de Mato Grosso. Capixabas e curitibanos aparecem na sequência, com o aumento de 300% e 256% respectivamente.
Chinelos para o mundo
A ex-diretora de marketing do grupo Alpargatas Ângela Hirata participou da Feira de Gestão da FAE e falou para um auditório lotado sobre a aventura de fazer dos chinelos Havaianas o calçado brasileiro mais cobiçado mundo afora. Foi aplaudida de pé pelos estudantes. A apresentação da embaixatriz das marcas made in Brazil estará na revista sobre a feira que a Gazeta do Povo distribui no próximo dia 24, em parceria com a FAE.
Agora em outubro, a Havaianas será uma das atrações da Mix Max Brasil exposição que vai homenagear a tradição e cultura do país no museu Tropnmuseum Jr, em Amsterdã. Num espaço especial, as crianças poderão trocar seus sapatos pelos chinelos e ver filmes sobre a marca.
Estádio sustentável
A empresa Ecoracional, de Londrina, é a fornecedora dos equipamentos que vão captar a água da chuva para irrigar o gramado do Castelão, o estádio que está sendo construído em Fortaleza para a Copa 2014. A obra está prestes a obter a certificação Leed, um selo verde concedido pelo Conselho Americano de Edifícios Verdes (US Green Building Council).
Água sertaneja
A marca Woods começa a ganhar outros mercados, depois de se consagrar no segmento sertanejo das casas noturnas. O grupo curitibano aproveitou a reinauguração da casa local, na quarta-feira, para lançar a água mineral Wood´s, envasada pela Águas Ouro Fino em embalagem da Tetra Pak.
Mas outros produtos vêm por aí. A marca ainda deve estampar roupas e óculos, no futuro próximo.
Admirável
A rede paranaense de hotéis Deville subiu duas posições no ranking das empresas mais admiradas do país, divulgado pela revista Carta Capital. Entre todas as empresas do segmento hoteleiro, o Deville ocupa a quarta colocação na preferência dos frequentadores. A rede evolui rapidamente há dois anos, estava em sétimo lugar.
Nos últimos dois anos, a empresa investiu cerca de R$ 60 milhões em atualização de suas nove unidades. Em 2011, obteve 17% de crescimento em receita. No primeiro semestre deste ano, foram gastos R$ 350 mil em capacitação técnica e programas de desenvolvimento dos funcionários de seus nove hotéis.
Até quando?
Um evento da Universidade Positivo vai discutir o tema "Brasil, país do futuro. Até quando?" no dia 22. Os convidados são o professor Diogo Costa, do Ibmec/MG e mestre em Ciência Política pela Universidade de Columbia (EUA); o jornalista Leandro Narloch, autor dos livros Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e Guia Politicamente Incorreto da História da América Latina; e o professor da Universidade de São Paulo (USP) Fabio Barbieri. Informações pelo fone (41) 3317-3414.







