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Boletim

Cerveja dourada 1

A nova seção de cervejas especiais que o Sonae implantou em algumas lojas de Curitiba tenta atrair pela sofisticação. Coisa que, todo mundo sabe, custa caro – R$ 195 no caso de uma bebida belga que atende pelo modesto nome de DeuS e é uma espécie de cerveja que recebe tratamento de champagne. O preço é justificado pela forma como ela é produzida, que inclui envelhecimento em caves na França para dar o tom mais borbulhante. Para quem quiser apostar um engradado de duas dúzias no próximo jogo de futebol, o preço será R$ 4.680.

Cerveja dourada 2

A idéia de colocar produtos sofisticados em algumas lojas é tendência no setor de supermercados. O Sonae escolheu quatro pontos – dois do Mercadorama (Juvevê e Seminário) e dois do Big (Torres e Portão). São locais freqüentados por um público de alta renda e nos quais compensa montar um mix de produtos mais caros. A lista inclui café orgânico e vinhos especiais. Na seção de cervejas, o Sonae também colocou opções um pouco mais em conta, como a belga Duvel (R$ 24) e a alemã Erdinger (R$ 10).

Conversa delicada

A empresa Diagnósticos da América (Dasa) comprou no mês passado 93% de participação no Frischmann Aisengart. O pedaço que falta está com James Aisengart, filho dos fundadores do laboratório. A direção do Dasa quer negociar a compra desses 7%. Não será fácil. A companhia levou dois anos para fechar o negócio com os outros sócios e parte do zero para a conversa com James. O problema é que ele mantém uma ação contra a antiga direção do Frischmann em que questiona a transformação do laboratório em sociedade anônima, feita antes da venda para o Dasa.

TIM sobe, Vivo desce

A TIM está puxando o bonde (aliás, o trem-bala) do crescimento da telefonia celular no Brasil. A operadora, que havia ultrapassado em número de assinantes a concorrente Claro no início do ano, é responsável por nada menos que 32% dos 10 milhões de novos aparelhos que entraram no mercado nacional no primeiro semestre. O mês de junho foi crucial para o resultado. Enquanto todas as companhias diminuíram o ritmo de aumento da base, a TIM não perdeu o fôlego. Do outro lado do espectro está a Vivo. Roberto Oliveira de Lima, no comando da empresa há apenas três meses, deve estar quebrando a cabeça para entender o escorregão de 6% que a empresa teve em seu market share em menos de um ano.

No PR, TIM flutua

Enquanto no Brasil a empresa controlada pela Telecom Itália cresce em ritmo vertiginoso, como se o imbróglio Daniel Dantas-Brasil Telecom já estivesse superado, no Paraná ela enfrenta solavancos. O diagnóstico da TIM Sul não é tão grave, já que o número consolidado de assinantes na região, que engloba também Santa Catarina, cresceu 26% em um ano, – atingindo 3,022 milhões de usuários. O problema está no market share, que caiu 4 pontos porcentuais no período. Como herdeira da antiga Telepar Celular (que detinha 100% dos celulares do estado), a empresa é a que mais sente a entrada de novos "players", como Claro e BrT, no seu ringue.

Hotel familiar 1

Um dos poucos sobreviventes do modelo "hotel familiar", o Grand Hotel Rayon deve se manter assim, pelo menos até segunda ordem. O diretor de operações da rede, Gustavo Jarussi, descartou a venda do hotel, um dos mais tradicionais de Curitiba. Segundo ele, os boatos sobre a negociação surgiram há quatro meses, quando o dono do Rayon, Douglas Borcath, foi sondado pelo Curitiba Capital, grupo de investidores do Four Points. A proposta, afirma Jarussi, era criar uma holding entre o Rayon e outros três hotéis de Curitiba: Four Points, Blue Tree e Quality. A idéia, porém, não saiu do campo das discussões. "A negociação não deu certo e está totalmente descartada", garante o executivo.

Hotel familiar 2

Mudanças para o futuro, no entanto, são bem-vindas no Rayon. A própria contratação de Jarussi, que veio de São Paulo para dirigir o Four Points de Curitiba – antes de ser fisgado pela família Borcath há um ano e quatro meses – sugere uma reformulação. "Ainda está em fase de maturação, mas a estrutura familiar deve passar para um modelo cooperativo e, em médio e longo prazo, o Rayon deve se expandir e criar uma administradora de hotéis", informa o executivo.

Negócio de turista

A força do turismo de negócios ficou evidente nesta semana, com a realização do Congresso Nacional da Abrasel – a associação que representa os bares e restaurantes de todo o país. Em quatro dias, os participantes movimentaram cerca de R$ 1 milhão em Curitiba. A conta inclui a contratação de fornecedores, hospedagem, alimentação e compras no comércio.

Além dos 1,3 mil empresários associados à Abrasel, outros 10 mil profissionais do setor circularam pelos corredores do Estação Embratel Convention Center e, de quebra, pelas lojas e áreas de alimentação do Shopping Estação.

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