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O preço da Cesta Básica (a chamada Ração Alimentar Essencial Mínima) apresentou um aumento de 4,22% para o mês de outubro em Curitiba. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), no acumulado do ano apresenta uma queda de 6,71% e nos últimos 12 meses houve pequena variação positiva de 0,29%.

O produto que mais contribuiu para o aumento do preço da Cesta Básica foi a batata, que no último mês apresentou variação positiva de 25%. A banana teve variação de 17,33% e o tomate manteve a tendência de alta observada no mês anterior (quando subiu 46,16%) e teve aumento de 14,71%. Já os produtos que tiveram queda foram o leite (-1,77%), farinha de trigo (-1,06%) e o pão (0,74%). Ficaram estáveis o açúcar e o café.

De acordo com o Dieese, o custo de uma Cesta Básica mínima para uma família Curitiba (formada por um casal e dois filhos) foi de R$ 495,15 em outubro. Segundo o estudo, são necessários 1,42 salários mínimos para satisfazer as necessidades básicas dos trabalhadores e sua família. O salário mínimo ideal, por sua vez, deveria ser de R$ 1.510,00 para que se cumprisse o que determina a Constituição Federal.

O custo da ração alimentar mínima para cada trabalhador em outubro foi de R$ 165,05, apresentando a variação de 4,22%. O custo diário desta alimentação foi fixado em R$ 5,51. Da carga horária de trabalho estipulada pela lei (220h por mês), o curitibano precisou trabalhar 103h45min para manter-se alimentado.

No país

A Cesta Básica em Curitiba apresentou o sexto maior aumento entre as cidades pesquisadas pelo Dieese. O maior índice foi registrado em Belo Horizonte (6,89%), seguido por Vitória (5,41%), Florianópolis (5,22%), Aracaju (4,53%) e São Paulo (4,44%).

A capital paulista é a cidade que tem a Cesta Básica mais cara do país (R$ 179,74). Na segunda posição fica Porto Alegre (R$ 179,07), seguida por Florianópolis (R$ 173,36), Belo Horizonte (172,27), Rio de Janeiro (R$ 166,75) e Curitiba (R$ 165,05).

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