A dona de casa Dirce Luciani só precisou mostrar a etiqueta para trocar a camisa por outra, de cor diferente | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
A dona de casa Dirce Luciani só precisou mostrar a etiqueta para trocar a camisa por outra, de cor diferente| Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo

Não tão bom

Vendas de Natal pela internet crescem abaixo do esperado

As vendas online registraram crescimento nominal de 18% no período do Natal em relação ao ano passado, de acordo com a e-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico em parceria com o Buscapé. O desempenho ficou abaixo do esperado pela entidade, que projetava alta de 25%. O faturamento do e-commerce chegou a R$ 3,06 bilhões e o tíquete médio ficou em R$ 359. O número de pedidos chegou a 8,5 milhões. A categoria mais vendida foi "Moda e Acessórios" com 12% do volume de pedidos.

Aquela roupa apertada, o sapato que ficou grande, o livro repetido ou o celular com defeito. Passada a loucura das compras de Natal, a preocupação dos consumidores agora é com a troca dos presentes, que deve movimentar as lojas nos próximos dias, até a virada do ano. Contudo, entre a compra a e troca dos produtos é preciso redobrar a atenção, pois as lojas não são obrigadas a trocar as mercadorias que não tiverem defeito aparentes ou vícios ocultos.

Embora o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garanta apenas a troca dos produtos que apresentarem problemas, a grande maioria das lojas mantém uma política de trocas para estreitar o relacionamento com os clientes que permite substituir produtos repetidos, trocar uma numeração maior por uma menor ou escolher outra cor e até mesmo outro produto diferente. Enquanto comprava um último presente, a dona de casa Dirce Luciani também aproveitou para trocar uma camisa que o marido ganhou de presente. "Vim escolher outra cor", diz ela, que precisou apresentar apenas a etiqueta do presente.

De forma geral, a maioria das lojas condiciona a troca dos produtos à apresentação da nota fiscal. No caso de presentes, tem sido cada vez mais comum a utilização de uma etiqueta ou selo em que consta o número da nota fiscal e a data da compra, permitindo a troca sem maiores problemas. Algumas lojas também exigem que as etiquetas e a embalagem sejam mantidas.

Prazos

No caso dos produtos com defeito, o prazo para a troca é de 30 dias para produtos e serviços não duráveis e 90 dias para produtos e serviços duráveis. Como a troca de produtos sem qualquer problema não é garantida ao consumidor, as lojas estabelecem prazos próprios que costumam variar de sete a 20 dias, podendo chegar a até 30 dias. Para as compras feitas pela internet o consumidor tem sete dias para cancelar a compra a partir da data do recebimento do produto. Nesse caso, o fornecedor tem a responsabilidade de ressarcir o valor pago, além de encargos e frete.

Na loja de roupas masculinas Urban Men, no Shopping Estação, a maioria das trocas ocorre por causa do tamanho errado. Segundo o gerente Cesar Lima Braga a única exigência é que o produto esteja com a etiqueta.

A nota fiscal ou a etiqueta também fazem parte da política de troca das lojas de departamento, que costumam receber um grande volume de trocas também ao longo do ano. A bermuda que Jonhnson Osório ganhou no Natal veio com alguns furinhos e ele conseguiu trocar rapidamente na Loja Renner do Shopping Estação. "Além do produto com a etiqueta, me pediram apenas o RG", diz.

Saldão de Natal será online

Começou ontem e vai até o próximo sábado, dia 29, a segunda edição do Boxing Week, o saldão de Natal online promovido pelo portal Busca Descontos. Ao todo, serão cerca de 50 empresas participantes com descontos que podem chegar a até 70%. A expectativa para os quatro dias de saldão online é arrecadar R$ 75 milhões. Para acessar as promoções é preciso se cadastrar no site www.boxingweek.com.br. Entre as empresas participantes estão a Centauro, Netshoes, Submarino viagens, TAM, Casas Bahia, Colombo, Americanas e O Boticário.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]