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Uma das primeiras montadoras chinesas a operar no mercado brasileiro, a JAC Motors reduziu drasticamente a quantidade de concessionárias em funcionamento para apenas três, de uma rede que chegou a ter cerca de 70 unidades espalhadas pelo país desde que iniciou as operações, em 2011. A marca também enxugou seu catálogo de vendas, contando agora com apenas um modelo que deverá ser substituído em breve.
A crise da JAC Motors, no entanto, não é justificada como efeitos da economia brasileira e nem da chegada massiva recente de outras marcas chinesas, como BYD, GWM, entre outras. A montadora afirma que há uma reestruturação no formato de venda e foco em modelos mais rentáveis.
“Há cerca de dois anos, a JAC Motors Brasil vem desenvolvendo e aprimorando seu modelo de vendas online e vendas a distância, que tem apresentado resultados bastante positivos. Esse formato permite ampliar o alcance da marca e atender clientes de diferentes regiões do país com mais agilidade e flexibilidade, complementando nossa estrutura tradicional de atendimento”, afirmou em nota.
A redução da presença física no mercado brasileiro ocorre após uma forte queda nas vendas, em que a JAC emplacou apenas 346 unidades de janeiro a julho deste ano segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O volume é 43,8% menor que as 616 vendidas no mesmo período do ano passado. Entre os elétricos de passeio, a retração foi ainda maior, de 65,6%.
Para se ter uma ideia do cenário vivido pela JAC Motors no Brasil, apenas neste ano a BYD emplacou 122,4 mil veículos, seguida pela GWM, com 44,5 mil unidades. As duas marcas se consolidaram como as chinesas mais vendidas no país.
“A JAC Motors vem conduzindo um processo de reposicionamento estratégico no mercado brasileiro, concentrando seus esforços no segmento de picapes, com foco em picapes a diesel e 100% elétricas”, pontuou a montadora que, em seu primeiro ano de operação no Brasil, chegou a emplacar 23,7 mil veículos.
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Em março de 2011, a JAC abriu 50 concessionárias simultaneamente em 28 cidades e chegou a aproximadamente 70 lojas até o fim daquele ano. Atualmente, restam pontos de venda em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A montadora mantém, porém, uma rede de assistência técnica com 140 pontos de atendimento.
Depois de apostar fortemente nos veículos elétricos e, em 2022, tornar-se a primeira marca no Brasil a vender exclusivamente estes modelos, a JAC voltou a investir em motores a combustão diante da mudança nas condições do mercado, do aumento da concorrência entre fabricantes chinesas e da elevação do imposto de importação sobre eletrificados.
“Nesse contexto, a Hunter é hoje o principal produto da marca no mercado de varejo e representa essa nova fase da JAC Motors no Brasil. A empresa segue com sua operação e atendimento normalmente, dentro desse novo modelo de atuação”, completou a JAC Motors.
A Hunter é uma picape média robusta com motor turbodiesel e tração 4x4 voltada para o trabalho pesado e 8 anos de garantia, avaliada em R$ 239 mil. O modelo concorre diretamente com versões de outras montadoras, como a Toyota Hilux (líder absoluta nesta categoria), Ford Ranger, Chevrolet S10, entre outras. E, ainda, com outras duas chinesas, como a BYD Shark e a GWM Proer.
A JAC Motors foi a segunda montadora chinesa a operar no Brasil, à frente apenas da Chery, que chegou ao país em 2009. De lá para cá, entre investidas e acordos comerciais, diversas outras começaram a importar carros a preços mais competitivos tanto com as próprias marcas chinesas como às consolidadas no mercado, como a GAC (linhas Aion e Hyptec), Geely, Omoda & Jaecoo, Leapmotor (parceria com a Stellantis, das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e RAM), MG Motor e Dongfeng, entre outras.







