Após uma batalha que durou cinco anos, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) obteve na Justiça a liberação para divulgar o resultado de um teste sobre cinco marcas de ketchup impróprias para consumo.
O teste, realizado em 2005, apontou a presença de pelos de rato, pedaços de penas de ave e ácaros nas embalagens dos produtos. O resultado deveria ter sido publicado na revista da Pro Teste, mas dois fabricantes acionaram a entidade judicialmente para censurar a pesquisa.
O teste em questão envolveu 16 marcas de ketchup, em que se constatou que cinco eram impróprias para consumo. À época, um segundo exame foi realizado com amostras diferentes para que se certificasse de que a contaminação não era acidental. Os problemas persistiram nos produtos das marcas Extra, Wal Mart/Great Value, Predilecta, Carrefour/Scooby Doo e Tomatino. Os lotes desses produtos não estão mais no mercado, já que os prazos de validade expiraram.
Segurança
Em nota, a entidade Pro Teste considerou a decisão importante, "porque o veto à divulgação dos resultados dos testes compromete a segurança dos produtos e a saúde do consumidor. A entidade sugere ainda que os fornecedores passem a aproveitar os resultados comparativos para solucionar eventuais problemas, ao invés de tentar impedir a divulgação de resultados desfavoráveis de análises de produtos e serviços.



