A diferença de preços entre remédios genéricos em farmácias da cidade de São Paulo chega a 421,16%, alerta estudo da Fundação Procon (Procon-SP). Isso significa que o cliente pode pagar até quatro vezes mais caro em um estabelecimento do que em outro pelo mesmo produto. Os preços de medicamentos de referência diferem até 123,46%. O levantamento envolveu 15 drogarias das cinco regiões da capital paulista e 99 medicamentos.
Os exemplos mais expressivos de disparidade são as caixas com 20 comprimidos do genérico Diclofenato Sódico, usado para doenças reumáticas crônicas, e do medicamento de referência Valium (Diazepam), tranquilizante da Roche. O Diclofenato Sódico custa de R$ 1,89 a R$ 9,85 diferença de R$ 7,96 ou 421,16%. O Valium custa de R$ 4,05 a R$ 9,05 diferença de R$ 5 ou 123,46%.
Os medicamentos têm um preço máximo ao consumidor definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As farmácias podem praticar qualquer preço, desde que não ultrapassem o preço máximo.



