Claro, Vivo e Oi podem comprar a operadora de telefones Tim | Daniel Castellano / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Claro, Vivo e Oi podem comprar a operadora de telefones Tim| Foto: Daniel Castellano / Agência de Notícias Gazeta do Povo

As operadoras de telefonia Claro, Vivo e Oi fecharam um acordo com o Banco BTG Pactual para apresentar uma proposta de compra da TIM Brasil, em um valor que pode chegar a até R$31,5 bilhões, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo. Além do montante geral, cada acionista também receberia uma premiação de 5%.

Segundo apuração do jornal, a intenção das empresas de telefonia é repartir a TIM em três. A Claro ficaria com 40% da empresa, a Vivo com 32% e a Oi com 28%. A divisão representará um crescimento em número de clientes e de receita. Ainda assim, a Vivo continuaria como líder no mercado nacional com 37% contra 34% da Claro e 28,5% da Oi.

Antes da proposta ser levada para assembléia aos acionistas da Telecom Italia, dona da TIM Brasil, ainda deve ser fechada a venda da Portugal Telecom pela Oi na próxima semana, em uma transação de R$22 bilhões. A proposta reduziria o endividamento da Oi para bancar parte da negociação pela TIM.

De acordo com a reportagem, a Telecom Italia disse, em conversas com o BTG Pactual, que a TIM Brasil não estaria à venda. A empresa teria feito uma contraproposta para uma fusão com a Oi, desde que assumissem o comando da empresa. Também seria pago R$3 por ação aos acionistas da Oi, quase o dobro do valor de mercado.

Caso o negócio seja concretizado, ainda não há definição sobre a forma como acontecerá a divisão dos clientes. A TIM é a líder no mercado de telefonia em três estados e é a segunda no mercado brasileiro, com 27% dos clientes.

TIM nega oferta

O presidente do Conselho de Administração da Telecom Italia afirmou nesta sexta-feira (31) que a companhia não recebeu nenhuma oferta para vender a TIM Brasil.

O comentário foi feito em resposta a rumores de que Claro, Telefónica e Oi tinha chegado a um acordo para fazer uma oferta pela TIM, conforme publicado nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo.

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