Jô é formada em Secretariado Executivo e sempre gostou muito de sua profissão. Sua dedicação é compatível com as responsabilidades que recebe, pois quanto mais se dedica e traz resultados, mais ganha credibilidade e acumula responsabilidades.

Seu perfil profissional é visto como promissor pelo mercado e, sobretudo, pela empresa onde atua. A organização lhe dá subsídios para crescer e desenvolver suas habilidades, pois sabe que Jô, além de ter muito potencial, apresenta comprometimento inabalável.

Esta situação atual, no entanto, foi fortalecida após um evento específico. Jô sempre foi vista com bons olhos pela empresa e, portanto, recebia salário compatível com suas atribuições. Ela podia, ainda, determinar mudanças na organização do escritório, bem como trocar fornecedores que a desagradavam. Nada do que fazia era questionado, uma vez que já havia conquistado o respeito dos seus chefes. Ela atuava na empresa há três anos e não pretendia mudar de emprego, pois sabia que o mercado não pagava bem, nem mesmo reconhecia o talento da maioria dos profissionais dedicados. Por isso, ela fazia planos de permanecer na organização até ficar velhinha.

Porém, com o passar dos anos, Jô percebeu que suas atribuições continuavam as mesmas e que já não precisava mais provar sua competência. Tudo estava conquistado e seguro. Ela sabia o que fazer, quando e como realizar todas as atividades inerentes à sua função. Por isso, muitas vezes, finalizava o trabalho meia hora antes do término do expediente e ficava ociosa, navegando pela internet ou falando ao telefone com as amigas.

Ninguém ousava reclamar, afinal, ela sempre concluía o que lhe pediam. Assim, ela ia levando seu emprego com tranqüilidade. Às vezes, embora gostasse do que fazia, sentia-se entediada, por não haver nada novo a concluir, ou desafios a vencer. Mas esse sentimento logo ia embora e ela voltava ao seu ritmo costumeiro.

No entanto, sua tranqüilidade foi abalada quando, certo dia, a empresa lhe apresentou a nova secretária, contratada para administrar um novo serviço. Jô assustou-se com a notícia e logo questionou seu superior, perguntando-lhe se suas atribuições não estavam a contento.

Ele lhe respondeu que estava bastante satisfeito com seu trabalho e que, por isso, não gostaria de sobrecarregá-la com mais funções, sobretudo com as que ele havia repassado para a nova profissional. A justificativa foi a de otimizar um serviço que estava parado e que precisava ser finalizado até o final do ano.

Jô não pôde argumentar e voltou ao seu trabalho.

Ao longo dos dias (embora percebesse que, de fato, o trabalho da nova secretária estava voltado para um serviço diferente do seu), ela notou que seus chefes também a olhavam de forma diferente.

A outra profissional tinha um estilo distinto do seu: era mais simpática e se esforçava para agradar a todos. Ao final do expediente, mesmo tendo chegado o horário de partir, a nova secretária perguntava se podia fazer algo mais, ou se podia ajudar Jô a finalizar suas atribuições.

Aquela disposição começou a incomodar Jô, que percebeu o dinamismo e a boa-vontade da secretária novata.

Assim, Jô precisou tornar-se mais ágil e competente, a fim de eliminar a concorrência. Quando finalizava suas atribuições, costumeiramente antes do prazo, ela ajudava a nova colega. E, como tinha mais experiência e talento, conseguia realizar o trabalho da outra com mais propriedade. Com medo de perder seu posto para a recém-chegada, Jô passou a dedicar-se 110%.

Ao final dos três meses de experiência da nova secretária, Jô havia assimilado também as funções da novata. Com isso, a empresa decidiu ficar somente com ela, desligando a outra.

Em contrapartida, Jô percebeu que podia realizar mais do que estava fazendo no passado e que nada está garantido, ou assegurado.

Hoje, ela não demonstra mais marasmo em seu trabalho, pelo contrário, quando percebe que se tornou boa em algo, ela extrapola e se dedica a aprender algo novo, ou a aprimorar algum ponto fraco. Ela percebeu que precisa reinventar-se a todo o momento para garantir sua empregabilidade e sua satisfação pessoal.

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Esporte para jovens carentes

A Siderúrgica Gerdau Consigua, através do Instituto Gerdau, promove, há cinco anos, o projeto "Esporte para Todos", que visa proporcionar uma vida saudável para crianças e jovens cariocas, por meio da prática da Ginástica Olímpica.

O "Esporte para Todos" possui nove núcleos, em municípios do estado do Rio de Janeiro, beneficiando cerca de 1.200 crianças e jovens, de 4 a 17 anos de idade. O projeto é desenvolvido pela ex-técnica da Seleção Brasileira, Georgette Vidor, com coordenação técnica da ONG Qualivida.

O núcleo de Santa Cruz (RJ) atende cerca de 150 crianças e jovens da rede pública de ensino do estado. Doze alunas deste núcleo foram selecionadas para competir com jovens atletas que treinam em clubes do município. A competição funcionará como mais uma forma de incentivar esses jovens, proporcionando uma chance de levar uma vida mais saudável e promissora.

Esta coluna é publicada todos os domingos. O espaço é destinado a empresas que queiram divulgar suas ações na gestão de pessoas e projetos na área social, bem como àquelas que queiram dividir suas experiências profissionais. A publicação é gratuita. As histórias publicadas são baseadas em fatos reais. O autor, no entanto, reserva-se o direito de acrescentar a elas elementos ficcionais com o intuito de enriquecê-las. Currículos para www.debernt.com.br. Contato: Bekup Comunicação, tel: (41) 3352-0110.

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