Depois de desembarcar no estado há quase dois anos, a rede de farmácias gaúcha Panvel pretende dobrar sua presença no Paraná e abrir mais 15 lojas no próximo ano em Curitiba. Os investimentos fazem parte de um pacote de R$ 220 milhões que será desembolsado nos próximos cinco anos na Região Sul. Até lá, a empresa pretende aumentar o número de lojas nos três estados de 300 para 450, segundo o vice-presidente da empresa, Julio Mottin Neto.
A meta é ampliar o número de lojas para manter a taxa de crescimento média de 20% ao ano. A Panvel, que emprega 5 mil pessoas, deve faturar R$ 1,8 bilhão nesse ano.
Considerada uma das praças mais competitivas do setor no país, Curitiba já atraiu redes de fora como Droga Raia e Pague Menos e tem presença forte da rede Nissei, que controla também a rede de farmácias Minerva. "Ainda assim há espaço para outras redes. A Panvel quer se concentrar no público A e B", diz Mottin Neto. Ao contrário da Nissei, que aposta em produtos de conveniência como alimentos e bebidas em suas lojas, a Panvel investe pesado no setor de higiene e perfumaria, em especial no seu mix de marca própria.
A intenção é abrir mais duas lojas em Curitiba e fechar 2012 com 15 lojas. Depois de abrir mais 15 no ano que vem, que devem absorver R$ 9 milhões, a intenção é ir para o interior. Cidades como Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel estão na mira da empresa, afirma Mottin Neto.
Em um mercado cada vez mais concentrado com duas grandes fusões entre Drogasil e Raia e Drogaria São Paulo e Pacheco e que vem assistindo ao avanço de grandes, como a Pague Menos e a Brazil Pharma, controlada pelo BTG Pactual, as redes regionais partem para o crescimento orgânico. "A situação mais difícil será das pequenas redes, com dez, 15 lojas. A farmácia de um único dono, familiar, tende a se manter. Mas essas terão mais dificuldade para competir com redes que estão cada vez maiores."
Para sustentar o crescimento, a empresa está construindo um centro de distribuição em El Dourado (RS) de 15 mil metros quadrados, com recursos de R$ 60 milhões, e está ampliando o de São José, na região metropolitana de Florianópolis, que vai passar de 5 mil metros quadrados para 7 mil metros quadrados.







