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Telefonia móvel

Comércio insiste em vender chips

Nem todos os pontos de venda indireta, como loterias e bancas, respeitaram a suspensão da TIM pela Anatel no Paraná. Habilitação, porém, está impedida

Embora não possam ser habilitados, chips da TIM continuam sendo vendidos em alguns pontos de venda indireta no estado | Roberto Custódio/ Jornal de Londrina
Embora não possam ser habilitados, chips da TIM continuam sendo vendidos em alguns pontos de venda indireta no estado (Foto: Roberto Custódio/ Jornal de Londrina)

Ontem, início da suspensão das vendas de novas linhas da TIM no Paraná, foi possível comprar chips da operadora no comércio indireto de Curitiba – comportamento semelhante foi visto em outras capitais do país.

A reportagem da Gazeta do Povo passou por dez pontos de venda, entre eles lojas de departamento, loterias e bancas, e conseguiu comprar um chip em um estabelecimento no Calçadão da XV de Novembro, por R$ 7. Na hora de habilitar a linha, porém, a gravação da TIM informava que não era possível realizá-la devido à suspensão. Na loja da operadora na XV de Novembro, os funcionários informaram que não estavam autorizados a falar sobre o assunto.

Em oito dos pontos de venda visitados pela reportagem os vendedores explicaram que não vendiam mais o chip da TIM devido à medida da Anatel. Em um deles, o funcionário contou que tinha vários chips disponíveis e poderia vendê-los desde que não fosse dito que foi ali que o produto foi adquirido. Já na banca em que o chip foi comprado pela reportagem, o vendedor informou que provavelmente a linha não seria habilitada.

Para a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, os consumidores que conseguiram comprar um chip podem pedir o ressarcimento do valor do produto, tendo em vista que o usuário não vai conseguir usufruir o serviço. Para conseguir o reembolso, é necessário apresentar documento fiscal comprovando que a linha foi adquirida após esta segunda-feira. "Além disso, o consumidor deve denunciar a situação à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)", orienta Claudia.

Proibição

A medida cautelar da Anatel imposta à TIM deixa clara a suspensão da comercialização e da ativação dos serviços. A Anatel foi procurada e informou que a agência fiscaliza apenas se as empresas punidas estão habilitando ou não as novas linhas e que não realiza a fiscalização nos pontos de venda. Caso a determinação da Anatel seja descumprida e linhas sejam habilitadas, a empresa será multada em R$ 200 mil reais.

A assessoria de imprensa da TIM informou, por meio de comunicado, que instruiu toda a equipe de vendas (direta e indireta) em 18 estados e no Distrito Federal sobre a suspensão da habilitação de novas linhas e serviços de dados. "A empresa também customizou seus sistemas de tecnologia para garantir que nenhuma ativação seja realizada, mesmo em algum eventual caso em que o chip seja comercializado por uma revenda indireta (exemplo: bancas de jornais, entre outros estabelecimentos)", salienta a nota.

A empresa informa ainda que as lojas próprias e de parceiros da TIM também não poderão oferecer, temporariamente, aos clientes os seguintes serviços: portabilidade, mudança de área de registro (troca de DDD) e transferência de titularidade. A operadora ressalta que todos os demais serviços prestados para a base atual de clientes, que não caracterizarem uma nova ativação e que não tenham alteração no número da linha, estão liberados.

Ainda ontem, a 4.ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal negou o pedido de liminar da TIM, que buscava reverter a decisão da Anatel.

Suspensão não deve acabar nesta semana

Agência Estado

Apesar de elogiar o trabalho apresentado pela Claro ontem, o superintende de serviços privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, disse que a decisão do órgão de suspender as vendas de novas linhas da companhia em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo dificilmente poderá ser revertida esta semana. "A Claro mostrou que está trabalhando com afinco no sentido de cumprir a determinação da Anatel, o que é muito bom para o setor. Vamos trabalhar em conjunto durante a semana para tentarmos chegar ao melhor plano", afirmou, após reunião com o presidente da companhia, Carlos Zenteno. Segundo o superintendente, ainda não há prazo para a retirada da suspensão.

De acordo com Ramos, as propostas encaminhadas pela operadora precisam de mais detalhamento, principalmente quanto à projeção de aumento e atendimento à demanda nos próximos dois anos. "Isso tem a ver também com os planos de serviço e a estratégia de marketing da empresa". O órgão se reunirá com a TIM às 11 horas de hoje com a Oi, no período da tarde.

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