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Para entender

Como o governo Lula pretende reagir ao tarifaço de Donald Trump?

Governo Lula avalia Lei da Reciprocidade, auxílios e mais negociações diretas para amenizar tarifaço de Trump ao Brasil (Foto: Jonas Roosens/EFE/EPA / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O governo federal articula medidas contra o novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A resposta inclui o uso da Lei da Reciprocidade, auxílios financeiros a setores afetados e negociações diretas com a gestão Trump para ampliar a lista de isenções.

Quais são as principais medidas de reação do governo brasileiro?

O Brasil estuda três caminhos principais: acionar a Lei da Reciprocidade Econômica para taxar produtos americanos, criar auxílios financeiros via medida provisória para proteger empresários nacionais e tentar negociar com Washington uma lista maior de produtos que fiquem de fora da cobrança extra. No entanto, o período de eleições municipais em 2024 pode atrasar a distribuição de benefícios financeiros imediatos por questões legais.

Como funciona a Lei da Reciprocidade que pode ser usada pelo Brasil?

Essa lei autoriza o governo brasileiro a aplicar alíquotas de imposto iguais às que o outro país impôs aos produtos nacionais. É uma forma de 'dar o troco' comercial para equilibrar a competição. Porém, o uso dessa ferramenta não é automático: exige análises jurídicas, consultas aos setores afetados e pode depender de discussões na Organização Mundial do Comércio, além de precisar respeitar as regras do Mercosul.

Por que os Estados Unidos decidiram aplicar essas tarifas ao Brasil?

O governo americano alega práticas desleais em seis áreas. Entre os motivos estão o funcionamento do Pix e de pagamentos digitais, barreiras ao etanol dos EUA e acordos comerciais do Brasil com Índia e México. Também citam o desmatamento ilegal, falhas na proteção de marcas (pirataria) e até decisões judiciais sigilosas que mandaram remover conteúdos e suspender perfis americanos em redes sociais como X, Meta e Google.

Quais setores da economia brasileira são os mais atingidos?

O atual tarifaço de 25% atinge diversos itens, mas se soma a outras taxas que já impactam as indústrias de aço, alumínio, cobre, madeira, automóveis e autopeças. Algumas dessas cobranças entraram em vigor nos primeiros meses de 2025. O objetivo do Brasil agora é convencer os EUA de que muitos desses produtos são essenciais para a própria indústria americana, tentando reduzir o impacto nas exportações.

Há chances de o tarifaço ser suspenso ou reduzido?

Sim, existe esse precedente. No ano passado, negociações diretas conseguiram retirar vários itens da lista de taxação. Além disso, a Suprema Corte dos EUA já chegou a suspender tarifas anteriores por falta de autorização do Congresso americano. O governo brasileiro aposta que o diálogo diplomático e técnico possa mitigar os danos, mostrando que as tarifas elevam os custos para os consumidores e empresas dentro dos próprios Estados Unidos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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